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Mulher

Mulheres são tratadas como secundárias, diz Stella McCartney

Foto: Charles Platiau
Carolina Paiva, Edição

O grupo Kering, detentor de marcas de luxo como Gucci, Saint Laurent e Alexander McQueen, faz campanhas, desde 2012, no Dia Internacional da Luta pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, celebrado em 25 de novembro.

Neste ano, fashionistas como Alessandro Michele, estilista da Gucci, Christopher Kane, estilista de sua marca homônima, Joseph Altuzarra, designer de sapatos, e Stella McCartney, estilista de sua marca homônima, estrelam a campanha #ICouldHaveBeen (eu poderia ter sido, em português). Nela, os homens foram convidados a expor o nome que teriam se tivessem nascido do gênero oposto, enquanto as mulheres estamparam fotos apenas com a palavra Her (ela), acompanhado de dados de violência contra as mulheres.

“Quando pais estão esperando filhos, eles pensam em vários nomes. Todos temos um nome de mulher que nos foi destinado”, diz o texto principal da campanha. “Seu nome é James, mas poderia ter sido Chiara. Todos nós poderíamos ter sido ELA: a 1 em cada 3 meninas e mulheres no mundo que passaram por alguma situação violenta.”

Para a estilista Stella McCartney, que participa da campanha desde sua primeira edição, o machismo não diminuiu desde então. “Todos sabemos quais são os problemas que os homens e as mulheres estão enfretando”, disse. “Não é preciso ser um gênio para perceber que, por centenas de anos, as mulheres estão sendo tratadas como cidadãs secundárias, e isso não é mais aceitável. Temos os mesmos direitos que os homens, e precisamos ter mais confiancia em nós mesmas e nos permitir ter voz.”

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