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A realidade

Não existem pessoas boas ou más…

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Autor/Imagem:
Tania Miranda - Foto Francisco Filipino

Já parou para pensar que em realidade não existem pessoas boas ou más convivendo nesse plano? O que existem são pessoas com percepções diferentes de “como sobreviver incólume no dia a dia”? E que uma pessoa agressiva nada mais é que alguém com medo de se machucar, de ser atacada por aqueles à sua volta… e por isso partem para a ação? Acredito que não, afinal, costumamos dividir as pessoas em grupos confiáveis e não tão confiáveis assim…

Nosso instinto de sobrevivência age de forma diferente sobre cada indivíduo. Duas pessoas enfrentando a mesma situação reagem de forma diferente. Depende de como estas respondem ao meio ao qual estão inseridas. Se se sentem ameaçadas, com certeza partirão para o tudo ou nada. Se, ao contrário, não percebem perigo imediato, procurarão uma solução mais tranquila para resolver o problema…

Os indivíduos vivem sempre pressionados de tal forma, que o estresse é uma constante em suas vidas. Causas diversas nos pressionam a todo o tempo. As ameaças surgem do nada. Bem, são parte de nossas vidas, não dá para fugir destas…

Costumamos dizer que as crianças é que são felizes, pois não tem nenhuma preocupação em suas vidas. Ledo engano. É só retornarmos um pouco no tempo e focarmos no período em que nós éramos as crianças… e iremos perceber que, sim, criança também vive sob estresse, tão intensamente quanto um adulto…

O estresse pode vir de situações que, aparentemente, não deveriam causar tal estado. Por exemplo, um momento de realização pessoal… bem esse sempre vem com uma expectativa, que tanto pode ser positiva quanto negativa. Por mais que tenhamos esperado por ele. Exemplo? Que tal o casamento? Realizá-lo é o ápice de um sonho… mas ao mesmo tempo somos pressionados antes e depois do evento em si…

Outro evento positivo que pode nos causar estresse… o nascimento de um filho. Durante todo o tempo de gestação o casal fica preocupado com o destino daquele que ainda não chegou. Essa preocupação diminui no momento do nascimento, se tudo der certo. Mas já no dia seguinte o estresse toma conta dos genitores, preocupados que ficarão com o destino de seu sucessor…

Estamos sempre preocupados com o futuro… nosso e daqueles que nos são caros. E algumas pessoas levam tal preocupação em um patamar tal que farão de tudo para que aquilo que planejaram realmente se realize. E a cobiça, a ganância, são outro gatilho que ativa o estresse…

Desejamos estar sempre no controle. Da nossa vida e do destino daqueles que nos cercam. Bem, às vezes o destino nos coloca em situação tal que temos que decidir algumas situações em que outras pessoas estão envolvidas. Independentemente de ser ou não nossa vontade. E isso é outra fonte de estresse…

Como dá para perceber, estou falando apenas de situações em que deveríamos estar bem não só conosco como também com a comunidade à nossa volta. Mas não é assim que a vida funciona. É onde a percepção de cada um vai definir como este será visto pelos seus pares. Se alguém confiável ou não tão confiável assim… e tudo o que esta pessoa estará fazendo será tentar se blindar contra efeitos negativos que poderão cair sobre esta ou os seus…

Ser bom ou ser mau, fazer o bem ou fazer o mal depende das circunstâncias em que estamos envolvidos. Uma pessoa vista como “sem caráter” por alguns pode ser o “anjo salvador” de outros. Depende de qual ponto essa está sendo observada. Lembre-se… nossa primeira diretriz é sempre a autopreservação. E faremos tudo aquilo que estiver ao nosso alcance para cumprir essa diretriz. É algo instintivo. É uma Lei da Natureza. E dessa Lei não temos como fugir…

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