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Governo fraco

Netanyahu acusa sucessor de ‘baixar a cabeça’ para Hamas

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Foto/Imagem:
Bartô Granja, Edição - Foto de Arquivo

O ex-primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu postou uma série de tweets nas últimas horas atacando o que considera incapacidade do atual governo de combater o terrorismo e controlar o grupo islâmico Hamas. Em uma das mensagens, ele afirmou que sob sua liderança, o Hamas “sabia que pagaria um preço”, mas que “sob a fraca liderança de Natali Bennett (atual premiê) os palestinos se tornam ousados”.

“Quando o terrorismo encontra fraqueza, levanta a cabeça”, mas quando os terroristas veem “poder, eles agem na retaguarda”, tuitou Netanyahu, acrescentando que “a década do Likud [partido] e Netanyahu foi a mais tranquila e segura da história” do estado judeu.

Segundo Netanyahu, “em vez de combater o terrorismo, o governo de fraude e fraqueza de Bennett está preocupado com informações falsas”. O ex-premiê acentuou que “como sempre”, Bennett e seus ministros “esquecem os fatos” de que “foi Netanyahu quem ordenou o assassinato de Ahmad Jabari, comandante da ala militar do Hamas, e Abu al-Atta, comandante sênior da Jihad Islâmica”.

O ex-primeiro-ministro também twittou que teria ordenado a extensão da Operação Guardião dos Muros em um esforço para matar o atual líder do Hamas em Gaza, Yahya Sinwar, e Mohammed Deif, chefe da ala militar do Hamas.

Os tweets foram em resposta a comentários do ministro das Finanças de Israel, Avigdor Liberman, que acusou Netanyahu de vetar propostas para assassinar líderes do Hamas durante seu tempo como primeiro-ministro.

Em entrevista à emissora Channel 12, Liberman afirmou que Netanyahu aprovou a libertação de Sinwar, como parte do acordo de troca de prisioneiros para o soldado da IDF Gilad Shalit em 2011. Shalit foi capturado e mantido por militantes palestinos de junho de 2006 a outubro de 2011. O ministro das Finanças israelense também argumentou que Netanyahu “foi quem impediu qualquer tentativa de matar os chefes do Hamas”.

O grupo islâmico, colocado na lista negra por Israel como organização terrorista, está em um conflito prolongado com o Estado judeu. Em maio de 2021, Israel e o Hamas estiveram em confronto por 11 dias, no que se tornou a pior conflagração dos últimos anos.

O impasse, desencadeado pela decisão da Suprema Corte de Israel de expulsar seis famílias palestinas de um bairro de Jerusalém Oriental, levou militantes do Hamas a disparar mais de 3.700 foguetes contra o sul e o centro de Israel, com Tel Aviv respondendo com centenas de ataques aéreos e de mísseis em Gaza.

Uma dúzia de israelenses e pelo menos 230 palestinos foram mortos no conflito, com mais de 100 israelenses e mais de 3.000 palestinos feridos. A Human Rights Watch acusou “ambos os lados” de cometer crimes de guerra visando áreas civis.

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