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Mais infecciosa e letal

Nova variante da Ômicron assusta mundo inteiro

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Foto/Imagem:
Svetiana Ekimenko/Via Sputniknews - Foto Divulgação

Como os casos de Covid e as hospitalizações voltaram a crescer na maioria dos estados norte-americanos, os cientistas estão observando novas variantes da cepa Ômicron que estão começando a dominar as transmissões.

Com a média diária de hospitalizações subindo cerca de 10% desde a semana passada, de acordo com o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, uma nova variante identificada pelas autoridades de saúde do estado de Nova York em abril, parece ser a responsável por e novo quadro.

Uma subvariante do Ômicron BA.2, o recém-surgido BA.2.12.1 é estimado pelo CDC como responsável atualmente por quase 37% de todos os casos de coronavírus nos Estados Unidos.

Seu antecessor, BA.2, foi responsável por cerca de 62% de todos os casos de Covid na semana anterior. Na semana anterior, estava por trás de 70% dos casos.

Os casos aumentaram mais de 50% em comparação com a semana anterior nos estados de Washington, Mississippi, Geórgia, Maine, Havaí, Dakota do Sul, Nevada e Montana.

Os estudos levaram os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA a recomendar cada vez mais o uso de máscaras em ambientes fechados em áreas de “alto risco”.

Os cientistas também estão observando de perto outras subvariantes que parecem estar se espalhando pelo mundo. A África do Sul está vndo uma tendência ascendente acentuada nos casos de Covid nas últimas duas semanas, com os cientistas se concentrando em duas subvariantes relativamente novas, BA.4 e BA.5.

Juntas, essas duas variantes representavam quase 60% de todos os novos casos de coronavírus até o final de abril, de acordo com o Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul. BA.4 foi sequenciado até agora em 15 países e 10 estados dos EUA, e BA.5 foi registrado em 13 países e cinco estados dos EUA, de acordo com o site Outbreak.info.

Os cientistas vêm alertando que BA.4 e BA.5 estão ganhando cada vez mais terreno porque são capazes de se esquivar dos anticorpos gerados por infecções causadas pela primeira cepa BA.1. A variante original da Ômicron estava por trás da enorme onda de infecções que atingiu muitos países em dezembro e janeiro.

De acordo com um novo estudo realizado por uma equipe do Africa Health Research Institute na África do Sul – ainda a ser revisado – essas novas subvariantes podem causar infecção em pessoas que foram vacinadas e tiveram infecções por BA.1.

Os pesquisadores testaram a capacidade de anticorpos no sangue para desativar os vírus BA.4 e BA.5 em um laboratório.

Em pessoas que não foram vacinadas, mas recentemente se recuperaram de uma infecção BA.1, houve uma queda de mais de sete vezes na capacidade de seus anticorpos para neutralizar os vírus BA.4 e BA.5, de acordo com pesquisadores da África do Sul.

No caso daqueles que foram vacinados, mas tiveram recentemente uma infecção causada por BA.1, a capacidade dos anticorpos para neutralizar as variantes do vírus em questão foi três vezes menor.

Os autores do estudo escreveram que “BA.4 e BA.5 têm o potencial de resultar em uma nova onda de infecção”, ressaltando a necessidade de mais inoculações de Covid-19 e doses de reforço.

“Nossas conclusões disso são, em primeiro lugar, que a Ômicron por si só não é uma grande vacina, certo? Só porque você foi infectado não significa que você tenha muita proteção contra o que está por vir”, disse Alex Sigal, virologista do Africa Health Research Institute que liderou o estudo.

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