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Fósforo riscado

Novo ano chega como convite para o Brasil escrever história feliz

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Autor/Imagem:
Armando Cardoso - Foto de Arquivo

O tempo realmente não para. Mais um ano está começando. Como ele será? Podemos sonhar, consultar os astros, os búzios para tentar imaginar o que ocorrerá nesses próximos 365 dias. Melhor não pensar nisso! O que devemos fazer é olhar os próximos dias e apenas visualizar o que queremos que esteja reservado para nós dentro de cada um deles. Como dizem os pensadores, é assim que um ano feliz é feito: de esperanças. Feliz Ano Novo, feliz 2026. E que, no fim deste ano, possamos nos reunir novamente para somar as barreiras que superamos e os sonhos que realizamos.

O ano que terminou ontem não existe mais. É um fósforo riscado. Ele nunca mais acenderá. Daí a profunda sabedoria de soprar as velas na festa do nosso último aniversário. Como tarefa que nos propusemos a fazer em casa, a vida é exatamente assim. Quando se olha já é dia 1º. de janeiro de um novo ano. Quando olharmos novamente, acabou o mês, o ano, a década. É aí que percebemos o quanto estamos distantes de nossa infância, de nossa adolescência, de nossa juventude. Meu Deus, como esconderei de meus pais os cabelos grisalhos? E de minhas filhas o medo do futuro?

Apesar das dúvidas, que bom ter alcançado a idade adulta, a sábia velhice. Quero começar 2026 agradecendo a Deus por ter me concedido mais um ano de vida, agradecer pelo sorriso que tenho no rosto, pelas lágrimas que rolam em minha face, pelas pessoas que vieram e partiram e, principalmente, pelas que permanecem comigo. Amanhã será outra sexta-feira. E de repente, em breve comemorarei mais um aniversário. Novamente me valendo dos pensadores, a vida é mesmo um sopro! Hoje somos e estamos. Amanhã, deixamos de ser.

Não dá mais para voltar em 2025. O dia é hoje! O ano é agora! Em pleno verão, 2026 talvez seja o símbolo de mais um girassol em meu jardim virtual. Troquei a ruga pela experiência, escondi os medos no armário e definitivamente tirei da estante a coragem que imaginei perdida. Ânimo! É só mais um ano? Claro que não! É um novo ano inaugurando minha nova versão, a nossa nova versão. Feliz Ano Novo. Com ele, que tudo seja mais bonito, mais eloquente, mais exigente, mais coerente, mais indulgente, mais reluzente, mais solidário e, quem sabe, menos politicamente insensato e odioso.

Com todos os clichês de que dispomos, o que posso dizer é que, eu de cá e você de lá, começamos hoje a contagem regressiva para 2027. Sorte a nossa. Os que ficaram pelo caminho não podem mais se lembrar que o tempo não pára e que os dias são únicos. Ao olhar para ontem, para o ano que terminou, agradeci por ter chegado até aqui. Apesar do tempo que não parou, o coração continua batendo forte, o olhar é muito mais decidido e ainda maior é a vontade de colher os frutos das sementes que deixei pelo longo caminho já percorrido.

Então, só me resta dizer amém e seguir em frente? Mais uma vez, não. Mesmo sem perder a capacidade de sonhar, é chegada a hora de trocar os sonhos pela realidade, de derrubar os muros da ignorância e da intolerância, de caminharmos juntos, de cercear a tristeza e de abrir sorrisos. Quem sabe 2026 seja um convite para escrevermos a quatro, a dez ou a 213 milhões de mãos um novo capítulo da história do Brasil. Feliz Ano Novo para todos nós! Que continuemos a alimentar o velho hábito de ser feliz. Que brilhemos tanto quanto o céu à meia-noite de 2025. Façamos das próximas 365 páginas de nossas vidas um livro que sempre nos dará prazer em reler. Obrigado 2025! Chegue em paz 2026!

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Armando Cardoso é presidente do Conselho Editorial de Notibras

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