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Novo pacto de morte. Roriz e Arruda rumam para o fim melancólico?

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Esta semana foi marcada por fatos políticos que poderão determinar o resultado das próximas eleições para o GDF. O anúncio da chapa majoritária formada pelo ex-governador Arruda, a deputada Liliane Roriz e pelo Senador Gim Argello, tinha tudo para ser o prato principal do banquete eleitoral, no entanto, a união selada entre PPS, DEM e PSDB surpreendeu todos, principalmente Arruda.

O ex-governador percebeu numa tacada só, que o seu estilo centralizador e autoritário não mais contribui para remontar os cacos do “Arrudismo”. O seu encantamento perde força a cada dia, tanto nas ruas do DF, quanto nos bastidores da política.  Fraga, Eliana, Izalci, Márcio Machado e Pitiman mostraram para Arruda a placa do Sinal dos Tempos. Caminharão todos juntos e sem ele.

O ex-governador Joaquim Domingos Roriz se tornou pela primeira vez na história política do DF, passageiro de um projeto político, e ainda, cujo alicerce tem na desconfiança e na traição seus principais ingredientes. Os argumentos que convenceram Roriz de que só junto de Arruda se é capaz de vencer o combalido governo Agnelo, inebriaram de tal forma a reconhecida argúcia do “Velho”, ao ponto de desviar sua atenção para aquele que deveria ser o seu principal foco: a longevidade de seu legado.

Ao aceitar ou até mesmo ao impor o nome da sua filha caçula Liliane como candidata a vice-governadora de Arruda, Roriz repete o erro cometido nas últimas eleições, quando colocou sua esposa, Dona Weslian, para disputar em seu lugar a eleição para o Buriti. Entretanto, nesse caso, a decisão parece ainda mais equivocada, considerando que interrompe uma trajetória legislativa exitosa. Não há como não reconhecer que a deputada Liliane Roriz elevou a dimensão do seu mandato de distrital com um brilhante desempenho, e que certamente seria protagonista durante toda a próxima legislatura da Câmara Legislativa. O insucesso eleitoral da chapa Arrudista, impedirá que Liliane chegue a 2018 com exposição e experiência necessária para personificar o Rorizismo.

A dinâmica da política não permite que se façam assertivas definitivas, no entanto, com a formação do novo grupo composto por PPS, DEM e PSDB, o saldo dessa semana aponta para o inacreditável isolamento político de Roriz e Arruda. Será o fim melancólico de ambos?

João Zisman, Guardian Notícias

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