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Credibilidade

Nunes Marques quer moralizar pesquisas

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@donairene13 - Divulgação

Nunes Marques não acerta uma. Depois de suspender a divulgação de uma pesquisa eleitoral, o ministro e presidente do TSE agora propõe a criação de um “selo de acerto” para os institutos de pesquisa. A ideia seria premiar as empresas cujos levantamentos apresentassem resultados mais próximos do resultado final das urnas. Especialistas e representantes de institutos consideram a proposta um erro grave, pois ela parte de uma compreensão equivocada sobre a finalidade das pesquisas eleitorais.

Pesquisa eleitoral não é previsão do futuro. Ela é, antes de tudo, a fotografia de um determinado momento. O levantamento mostra o que os entrevistados responderam naquele período, dentro de uma metodologia, de uma amostra e de uma margem de erro. Até o dia da votação, o eleitor pode mudar de opinião, escolher outro candidato, decidir não votar ou deixar de estar indeciso.

Premiar apenas os institutos que chegarem mais perto do resultado das urnas pode até estimular distorções, como a realização de pesquisas cada vez mais próximas da eleição ou metodologias pensadas para tentar adivinhar o futuro. O papel do TSE deveria ser garantir transparência, fiscalização e respeito às regras, não transformar pesquisas sérias em uma competição de palpites. Pesquisa serve justamente para captar as oscilações da opinião pública, e não para anunciar antecipadamente quem vencerá a eleição.

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