76 anos de resposta
O Brasil não perdoa quem tenta silenciar a democracia com sangue
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Nesta semana, o Brasil teve um grande motivo para comemorar. Após anos de dor, mobilização e cobrança da sociedade, os mandantes do assassinato de Marielle Franco, os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, foram condenados a mais de 76 anos de prisão. A decisão representa não apenas uma resposta judicial, mas um marco simbólico na luta contra a impunidade que tantas vezes marca crimes políticos no país.
A condenação é resultado de uma investigação complexa, que enfrentou pressões, tentativas de desinformação e o descrédito de quem apostava no esquecimento. Não houve esquecimento. Houve persistência. Houve cobrança. Houve gente nas ruas, nas redes e nas instituições exigindo que o Estado cumprisse seu papel.
Por mais que demore, a justiça pode e deve alcançar aqueles que acreditam estar acima da lei.
Que fiquem presos até a morte. Que cumpram cada dia da pena que lhes foi imposta. Não por vingança, mas por justiça. Quando um crime dessa natureza é cometido, um atentado contra a vida, contra a política e contra a democracia, a resposta precisa ser firme. O Brasil que acredita na lei e na memória não pode aceitar menos do que isso.