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Ninguém virá nos salvar

O dia em que você percebe que está sozinha

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Autor/Imagem:
Emanuelle Nascimento - Foto Francisco Filipino

Existe um momento específico da vida adulta em que percebemos algo desconfortável: ninguém virá nos salvar.

Nem família. Nem amor. Nem amizade. Nem instituição.

A modernidade vendeu a ideia de autonomia como liberdade absoluta, mas produziu também sujeitos profundamente solitários. Zygmunt Bauman descreveu isso como fragilidade dos vínculos contemporâneos relações instáveis em uma sociedade igualmente instável.

E então chega aquele dia em que você entende que terá que resolver a própria vida.

É assustador.

Mas também existe potência nisso.

Porque perceber que estamos sozinhos não significa ausência de amor. Significa compreender que a responsabilidade pela própria existência não pode ser totalmente terceirizada.

E talvez crescer seja exatamente isso: perceber que, no fim, somos também nossa própria estrutura de apoio.

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