O verde que pulsa
O fenômeno Gama e sua torcida inabalável
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Em um cenário dominado por gigantes de outros estados, a Sociedade Esportiva do Gama prova, ano após ano, que a paixão local tem nome, cor e um endereço fixo: o Estádio Walmir Campelo Bezerra, o popular Bezerrão. Fundado em 1975 com inspiração no alviverde paulista, o “Gamão do Povo” transcende o campo para se tornar o maior símbolo de identidade esportiva do Distrito Federal.
O Gama não é apenas tradição; é eficiência. Em 2025, o clube consolidou sua hegemonia ao conquistar seu 14º título do Campeonato Brasiliense. A final histórica na Arena BRB Mané Garrincha, decidida nos pênaltis contra o Capital diante de um público de aproximadamente 40 mil torcedores, reafirmou o status de recordista isolado de taças no quadradinho.
Já em 2026, o ímpeto não diminuiu. O time lidera o Candangão e já garantiu vaga antecipada nas semifinais após vencer o Ceilândia. No maior clássico da região, o “Verde-Amarelo”, o Gama superou o rival Brasiliense por 2 a 1 em janeiro, mantendo a superioridade recente no confronto.
Dizer que a torcida do Gama é apaixonada é quase um pleonasmo para quem frequenta o Bezerrão. Mesmo em um território com forte presença de torcedores de Botafogo, Vasco, Flamengo e Fluminense, o Gama detém a maior média de público entre os clubes locais.
O motor desse apoio incessante é a Ira Jovem Gama, fundada em 2003 e considerada a maior e mais tradicional torcida organizada do DF. Com mosaicos imponentes e festas que tomam as ruas da cidade antes dos jogos, a organizada lançou o programa “Sócio Ira 2026” para fortalecer ainda mais o apoio ao clube.
Veja a linha do tempo de glórias e resistência:
1975: Fundação do clube em 15 de novembro.
1998: Conquista do Campeonato Brasileiro da Série B, o maior título nacional do DF.
1999: O emblemático “Caso Gama”, onde o clube lutou na justiça comum contra um rebaixamento irregular, mudando os rumos do futebolbrasileiro.
2025: 14ª taça do Candangão, tornando-se o maior campeão da história.
Para o torcedor gamense, o clube representa a resistência da cultura local. Como diz o ditado popular na região: “Quem ama mora no Gama”, e quem torce pelo Gamão, o faz com uma fidelidade que sobrevive a divisões e crises, mantendo vivo o sonho de ver o Periquito voar alto novamente em voos nacionais.