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Silêncios

O peso dos dias

Publicado

Autor/Imagem:
Luiza Negreiros - Foto Francisco Filipino

O dia pesa nos ombros
como uma bolsa cheia de horas mal resolvidas.
As palavras duras ainda ecoam,
os silêncios também.

Há um cansaço que não é só do corpo,
é da alma que sustentou o mundo
com elegância e firmeza
mesmo querendo, às vezes, apenas sentar no chão.

Mas a porta se abre.
E a casa respira junto.
O companheiro na calma das perguntas simples,
a filha correndo pela sala
como se o tempo fosse um brinquedo,
os cães celebrando a chegada
como se eu fosse o próprio sol.

Então o coração desacelera.
Não há aplausos,
não há discursos.

Só a rotina.
Essa palavra pequena
que guarda a maior dos prazeres.

E no meio do cansaço extremo,
brota uma felicidade mansa,
silenciosa,
inteira.

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