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Noites de silêncio profundo

O sopro da Lua

Publicado

Autor/Imagem:
Luzia Couto - Foto Francisco Filipino

Dizem que, em noites de silêncio profundo, a Lua desce mais perto da Terra para ouvir os segredos do Vento.

Ele, inquieto, percorre vales e mares, trazendo consigo perfumes de flores e murmúrios de rios.

Ela, serena, derrama sua luz prateada, como se fosse um véu de ternura cobrindo o mundo.

O Vento sempre quis abraçar a Lua, mas sua natureza livre o condenava a não permanecer.

A Lua sempre quis repousar nos braços do Vento, mas sua essência celeste a prendia ao céu.

E assim, entre impossibilidades, nasceu um amor feito de encontros breves:

um sopro que acaricia, uma luz que responde, uma dança que nunca termina.

Conta-se que quando a brisa é suave e o luar é intenso, é porque eles se encontram em segredo.

O Vento acaricia sua face, e a Lua sorri em reflexos sobre o mar.

Mas quando o vento sopra forte, é o coração inquieto que deseja abraçá-la inteira, sem conseguir.

E assim segue a lenda: o amor da Lua e do Vento é eterno, mas feito de instantes.

Um amor que não se consome, porque vive na promessa de cada noite, na carícia de cada sopro, na poesia de cada luar.

Esse conto poético transforma a Lua e o Vento em amantes eternos, unidos pela distância e pela beleza do encontro fugaz.

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