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Floresta de Kecksburg

OVIs

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Autor/Imagem:
Cadu Matos - Foto Francisco Filipino

Nunca vi um OVNI, objeto voador não identificado. O que vejo regularmente são OVIs, objetos voadores identificados. Por mim, em muitos casos.

Sou militar aposentado, trabalhei no ministério da Defesa e estava encarregado justamente de identificar supostos discos voadores. Isso me obrigou a viajar o tempo todo pelo planeta.

Estava iniciando minha carreira quando integrei a equipe de investigação da queda de um OVNI numa floresta de Kecksburg, na Pennsilvânia, em 1965. Foi um dos episódios de maior repercussão de que participei. Era um objeto metálico, em forma de bolota; o incêndio provocado por sua queda foi visto por muitos milhares de indivíduos de seis estados e do Canadá. O exército dos Estados Unidos tratou de isolar a área, mas driblamos sem grande dificuldade sua vigilância e conseguimos identificar o veículo acidentado. Tratava-se de um tipo comum de nave de reconhecimento, versão um pouco mais atualizada do que se espatifou em Roswell, no Novo México, em 1947. Nem intergaláctico era, provinha da borda da Via Láctea oposta à da Terra – quase um vizinho do pequeno mundo de vocês.

Participei de muitas outras pesquisas, como a da nave que afundou no mar junto a uma vila de pescadores da Nova Escócia, Canadá, em 1967; e a da queda de algo descrito como uma esfera metálica na União Soviética, em 1986. A essa altura, eu já era investigador sênior. Os filamentos de ligas metálicas inexistentes na Terra espalhados pelo solo permitiram-me identificar o objeto como uma espaçonave intergaláctica.

É isto que torna fascinante e desafiadora minha atividade: OVIs (vá lá, de início OVNIs) têm os mais diferentes formatos e as mais diversas origens, e não raro preciso mobilizar todo o meu conhecimento para eliminar o N da sigla, quer dizer, fazer de um misterioso OVNI um OVI corriqueiro. Há veículos intergalácticos primitivos e perigosos, quase “carroções” espaciais, como os que se espatifaram em Roswell e em Kecksburg. E também veículos de plasma ultra sofisticados, maseratis do espaço-tempo, usados para deslocamentos interdimensionais. Na verdade, os tipos de OVIS são tão numerosos quanto as espécies alienígenas (ou terráqueas, vindas do futuro) que visitam atualmente a Terra.

Por que relato esses eventos, depois de atuar com discrição durante toda a minha carreira? Não apenas porque esteja aposentado, liberado da obrigação profissional de guardar segredo, mas também, e principalmente, porque se aproxima o momento do contato dos humanos com outras espécies sensíveis e inteligentes, e os ETs devemos fazer todo o possível para minimizar os efeitos do trauma inevitável. Então preparem-se, que depoimentos como esse aparecerão em todas as redes sociais, com uma frequência cada vez maior, até o momento do inevitável encontro.

Mas velhos hábitos custam a morrer, por isso não me identifico. De qualquer modo, vocês não conseguiriam pronunciar meu nome ou lê-lo na escrita de meu planeta. Nem saberiam, sem receber coordenadas espaciais, identificar da qual galáxia sou proveniente. Muito menos de qual estrela, e de qual planeta em sua órbita.

Acreditem ou não nesse relato, como queiram. Haverá outros, e certo dia algum deles vai romper a crosta de sua incredulidade.

Até a próxima.

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