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Exemplo que vem de Júpiter

Oxigênio deixa de ser essencial para vida em outros planetas

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Antônio Albuquerque, Edição - Foto Reprodução

As luas de Júpiter têm oxigênio, mas não hospedam vida. Por quê? Cientistas respondem: simplesmente porque a presença de oxigênio em exoplanetas pode não ser necessariamente um sinal de vida prosperando nesses mundos distantes, sugeriu um estudo publicado na Science Advances.

Produzido em grandes quantidades por plantas e bactérias em nosso planeta, o oxigênio é vital para a vida na Terra. A nova pesquisa, no entanto, aponta que esse gás não é necessariamente produzido por meio da fotossíntese, mas também pode vir de uma fonte abiótica.

Uma dessas fontes, postularam os pesquisadores, é o dióxido de enxofre, uma substância que pode ser ejetada na atmosfera durante as erupções vulcânicas e que é encontrada em muitos planetas.

Submetidas à radiação estelar de poder suficiente, as moléculas de dióxido de enxofre podem sofrer ionização dupla, o que pode resultar na quebra dos átomos de enxofre, “deixando para trás uma simples molécula de oxigênio carregada positivamente O2 +”, observou um comunicado de imprensa da Universidade de Gotemburgo.

Essa molécula pode então ser neutralizada recebendo um elétron de outra molécula, resultando na criação de O2 abiótico. Esse mecanismo pode explicar a presença de oxigênio em luas aparentemente sem vida de Júpiter, como Io, Europa e Ganimedes, informou o comunicado de imprensa.

“Também sugerimos em nosso artigo que isso acontece naturalmente na Terra”, disse Raimund Feifel, um dos autores do novo estudo. Os pesquisadores agora procuram determinar se outras moléculas podem se comportar de maneira semelhante se submetidas à dupla ionização.

“Queremos ver se isso também acontece, ou se foi apenas uma feliz coincidência com o dióxido de enxofre”, comentou Feifel.

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