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Clã do tráfico em Ceilândia

PCDF desmonta ponto de drogas que funcionava como empresa familiar

Publicado

Autor/Imagem:
Maria Amália Alcoforado - Foto PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da 15ª Delegacia de Polícia, deflagrou, na tarde desta quinta-feira, 23, a Operação Negócio de Família, na QNN 3, em Ceilândia, resultando na prisão em flagrante de cinco homens, de 21, 25, 25, 28 e 38 anos de idade, pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, além da prisão de um homem, de 26 anos, pelo crime de desacato.

Conforme apurado por Notibras, a investigação teve início após o recebimento de denúncias anônimas informando que um grupo familiar estaria utilizando um imóvel da QNN 3 exclusivamente para o comércio ilícito de drogas. Diante das informações, policiais civis da 15ª Delegacia de Polícia passaram a monitorar o local.

Durante a vigilância, os investigadores flagraram diversas transações típicas de tráfico de entorpecentes. Também constataram que um dos integrantes do grupo exercia a função de contenção e vigilância, orientando usuários sobre o local onde poderiam adquirir drogas, alertando os demais traficantes acerca da presença policial e realizando a entrega de entorpecentes aos compradores.

No decorrer do monitoramento, os policiais abordaram um usuário que havia acabado de sair do imóvel, encontrando com ele três pequenas porções de maconha. O abordado confirmou que havia adquirido o entorpecente no local, informando que pagou R$ 250,00 pela droga e que ela seria destinada ao seu consumo próprio. Durante a abordagem, os policiais também verificaram que ele estava na posse de um telefone celular produto de furto.

Diante da confirmação da atividade criminosa, os policiais realizaram a abordagem do imóvel. No interior da residência encontravam-se quatro integrantes de uma mesma família, sendo um tio e três sobrinhos, que atuavam em conjunto na comercialização dos entorpecentes. Ao perceberem a chegada da equipe policial, tentaram fugir, mas foram perseguidos e presos.

Durante as buscas, foram apreendidas porções de maconha, haxixe, cocaína e crack, todas destinadas à comercialização, além de balanças de precisão e dinheiro em espécie, proveniente da atividade criminosa. As diligências também demonstraram que o imóvel não era utilizado como residência, funcionando exclusivamente como ponto de comercialização de entorpecentes.

Durante a atuação policial, um homem, de 26 anos, desacatou os policiais civis e foi preso em flagrante por esse delito.

Todos os envolvidos foram conduzidos para a 15ª DP.

Os cinco investigados envolvidos com o tráfico foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, cujas penas, somadas, podem alcançar 25 anos de reclusão, além de multa.

O homem de 26 anos foi autuado em flagrante pelo crime de desacato e foi liberado após se comprometer a comparecer em juízo quando intimado.

O usuário de drogas não foi autuado, em razão do entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal acerca da aquisição de maconha para consumo próprio, figurando como testemunha quanto aos crimes de tráfico de drogas praticados pelos investigados. Em relação ao aparelho celular furtado, responderá também pelo crime de receptação, em procedimento autônomo, estando sujeito a pena de 1 a 4 anos de prisão.

As investigações revelaram, ainda, que todos os autuados possuíam antecedentes policiais. Um dos presos por tráfico encontrava-se em livramento condicional em razão de condenação por homicídio. Já o investigado que exercia a função de contenção e vigilância possuía mandado de prisão em aberto, o qual foi devidamente cumprido.

Após a lavratura dos procedimentos de polícia judiciária, todos os presos foram recolhidos à Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP/PCDF), onde permanecerão à disposição da Justiça.

O nome da operação, “Negócio de Família”, faz referência ao fato de as investigações terem demonstrado que o tráfico de drogas era praticado de forma organizada por integrantes de um mesmo núcleo familiar, composto por um tio e seus sobrinhos, que utilizavam um imóvel exclusivamente para a comercialização de entorpecentes.

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