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Tensão na Ásia

Pequim adverte Washington sobre mandar armas para Taiwan

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Tim Korso/Via Sputniknews - Foto Divulgação

Os Estados Unidos devem parar de fornecer armas a Taiwan, afirmou nesta sexta, 29, a embaixada chinesa em Washington, acrescentando que Pequim se reserva o direito de responder em caso de intromissão estrangeira na situação da ilha. Pequim considera Taipei uma parte inalienável de seu território e uma província separatista que um dia deve ser reunificada com o continente.

“Os EUA devem cumprir o ‘Princípio de Uma China’ e as disposições dos três comunicados conjuntos sino-americanos; cessar suas interações oficiais e cooperação militar com Taiwan, interromper as vendas de armas para a ilha e tomar medidas concretas para cumprir sua obrigação de não apoiar a ‘independência de Taiwan'”, disse Liu Pengyu, porta-voz da embaixada.

Pequim, alertou Liu Pengyu, se reserva o direito de tomar todas as medidas necessárias para responder à intromissão de forças estrangeiras e de um “bando de separatistas” no processo de reunificação da ilha com o continente.

Liu enfatizou que Pequim não poupará esforços para alcançar pacificamente a unificação de Taiwan com a China. Já o Ministério da Defesa chinês afirmou que o país estava comprometido com um processo pacífico de “retorno” da ilha, mas não “tolerará [sua] independência”.

Ao mesmo tempo, o porta-voz da embaixada rejeitou as tentativas de estabelecer paralelos entre a situação na Ucrânia e a questão de Taiwan.

“Os EUA e Taiwan conspiraram, e algumas pessoas deliberadamente traçam um paralelo entre Taiwan e Ucrânia, apesar de serem dois casos fundamentalmente diferentes. O objetivo de tais comparações é enganar o público e lucrar com isso”, disse Liu.

Liu observou que uma nova onda de tensões surgiu no Estreito de Taiwan, enraizada em pedidos das autoridades taiwanesas para obter ajuda dos EUA e nas tentativas de Washington de usar a ilha para “conter a China”.

Apesar de não ter relações formais, Taiwan assinou um contrato com os EUA em 2019 para comprar vários armamentos, drones militares, aviões de guerra e equipamentos no valor de US$ 17 bilhões. Pequim se opôs fortemente ao contrato e instou repetidamente Washington a evitar provocações em torno de Taiwan e aderir ao “princípio de uma só China”.

No entanto, três anos após a assinatura do contrato, os EUA ainda não enviaram nem um quinto do que Taiwan encomendou. O atraso foi atribuído primeiramente às interrupções da pandemia do COVID-19, mas depois foi prolongado devido a Washington mudar seu foco para armar a Ucrânia.

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