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Paciência tem limite

Pequim está pronta para acabar ingerência americana em Taiwan

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Antônio Albuquerque, Edição, com Sputniknews - Foto Reprodução

A China continuará a resistir à independência de Taiwan em 2024, ao mesmo tempo que promoverá a cooperação e a reunificação pacífica sob a política “um país, dois sistemas”, disse um porta-voz do Gabinete Chinês para os Assuntos de Taiwan nesta terça-feira, 23.

“No novo ano, aderiremos firmemente à política de ‘reunificação pacífica’ e ao princípio de ‘Uma Só China’, em linha com o Consenso de 1992. Seguiremos a aspiração comum dos compatriotas de ambos os lados do Estreito de Taiwan para paz, desenvolvimento, intercâmbios e cooperação, opor-se inabalavelmente à independência de Taiwan, manter a paz, expandir os intercâmbios, promover a cooperação, aprofundar a integração e avançar a reunificação”, disse Chen Binhua em um comunicado.

Ele também expressou esperança de que os taiwaneses “permaneçam do lado certo da história e trabalhem conosco para remover obstáculos e promover conjuntamente o desenvolvimento pacífico e abrangente das relações entre os dois lados”.

Chen disse também que os resultados das recentes eleições na ilha não podem pôr em causa o facto de Taiwan fazer parte da China , nem mudariam o modelo das relações entre Pequim e Taipei e a sua inevitável reunificação.

“Os resultados das eleições na região de Taiwan mostraram que o Partido Democrático Progressista [DPP] não representa a opinião dominante na ilha”, disse o responsável.

No sábado, Taiwan realizou eleições gerais nas quais o candidato pró-independência Lai Ching-te, do partido governista DPP, venceu com 40,05% dos votos para chefiar a administração da ilha. A sua posse está marcada para 20 de maio. Entretanto, o próprio DPP perdeu 11 assentos no parlamento da ilha.

Taiwan é governada independentemente da China continental desde 1949. Pequim vê a ilha como a sua província, enquanto Taiwan – um território com o seu próprio governo eleito – afirma que é um país autónomo, mas não chega a declarar independência. O Consenso de 1992 refere-se a uma reunião entre as delegações de Pequim e Taipei, durante a qual concordaram com o princípio de Uma Só China. Pequim opõe-se a quaisquer contatos oficiais de estados estrangeiros com Taipei e considera indiscutível a soberania chinesa sobre a ilha.

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