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Hora de retaliar

Pequim manda Otan cuidar da Europa e tirar os olhos da Ásia

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Bartô Granja, Edição - Foto Divulgação

O vice-ministro das Relações Exteriores da China, Le Yucheng, alertou na sexta-feira. 6. que uma tentativa dos Estados Unidos de corrigir problemas de segurança europeus com a expansão da Otan só poderia levar a um desastre maior.

O diplomata criticou aqueles que alegam que a operação especial russa na Ucrânia validou a expansão da Otan para o leste, dizendo que “tomam a causa raiz como prescrição”.

“A contínua expansão da Otan para o leste perturbou a segurança na Europa e criou uma grande confusão… Diante disso, resolver a crise por mais expansão seria como corrigir um erro com outro”, disse ele em um diálogo de segurança online com o G20.

Ele criticou os países ocidentais por sua mentalidade de Guerra Fria e políticas de poder, incluindo ameaças de sanções secundárias contra a China se ela não entrar em seu movimento. Ele disse que a crise na Ucrânia provou que a política de segurança da Europa estava ultrapassada e sua mentalidade “ossificada”.

“Eles podem estar segurando smartphones da era globalizada, mas suas mentes ainda estão operando com o sistema de mentalidade da Guerra Fria do século passado. Não é surpresa que o sistema de segurança da Europa esteja passando por um ‘tempo de inatividade’, argumentou Le Yucheng.

Ele disse que os EUA também estão semeando a discórdia na porta da China na Ásia-Pacífico, criando grupos anti-China exclusivos e testando as linhas vermelhas de Pequim em Taiwan.

“Se esta não é uma versão Ásia-Pacífico da expansão da Otan para o leste, então o que é? Tal estratégia, se não for controlada, traria consequências horríveis e levaria a Ásia-Pacífico à beira de um abismo”, disse ele.

O diplomata alertou que não é possível replicar o cenário ucraniano em Taiwan porque a nação insular é inseparável da China. Ele disse que os EUA, garantes da paz europeia, deveriam “tirar a lição certa” do conflito ucraniano depois que a segurança da Europa implodiu.

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