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Panorama Político, por João Zisman

PL senta com Celina Leão para discutir aliança

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João Zisman - Foto de Arquivo

O PL tem reunião com Celina Leão para definir os termos do apoio à reeleição. A condição do partido é colocar Michelle Bolsonaro e Bia Kicis no palanque para as vagas ao Senado. Caso contrário, o PL busca candidato próprio ao GDF. Nos bastidores, o senador Izalci Lucas (PL-DF) torce abertamente pelo fracasso do acordo, apostando em candidatura própria ao Palácio do Buriti.

O MDB acomodou sua divisão interna. O presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz, confirma que trabalhará pela reeleição de Celina, com a candidatura do ex-governador Ibaneis Rocha ao Senado preservada. Uma comissão nacional do partido vai coordenar as tratativas com o PP. A possibilidade de três candidaturas simultâneas ao Senado na chapa de Celina, com Michelle, Kicis e Ibaneis, é legalmente possível.

Quanto ao ex-governador José Roberto Arruda (PSD), pré-candidato ao Palácio do Buriti, acumula mais uma condenação na Operação Caixa de Pandora pela 6ª Turma do TJDFT. A dúvida sobre sua elegibilidade só será resolvida no momento do registro da candidatura junto à Justiça Eleitoral.

Já o pré-candidato Ricardo Cappelli (PSB) pretende construir uma frente ampla para o governo do DF além da esquerda, incluindo partidos de centro e centro-direita em oposição ao bloco PP-PL-MDB.

Como se vê, a eleição de 2026 começa a tomar forma antes mesmo do recesso de julho. A disputa pelo palanque de Celina concentra os movimentos desta semana e define o desenho das alianças.

Celina Leão, durante agenda em Brazlândia, garantiu que o banco começará a pagar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões aprovado pela CLDF daqui a dois anos, sem comprometer as contas públicas. “O BRB anda por pernas próprias”, afirmou. O secretário de Economia Valdivino de Oliveira, garante que a operação representará cerca de 1% do orçamento distrital nos próximos anos.

No dia seguinte à aprovação na CLDF, a governadora se reuniu com lideranças do setor imobiliário na ADEMI-DF, em encontro fechado, pedindo confiança na recuperação do banco. Construtoras aproveitaram para cobrar mais ação do GDF contra ocupações ilegais de terras públicas, que têm gerado novos aglomerados irregulares de moradias.

A investigação sobre fraudes nas operações com o Banco Master segue em curso. Celina garantiu que “ninguém ficará impune”. A leitura é de que o BRB segue como o maior risco político e fiscal. A governadora mantém o tom de controle, mas a oposição e entidades sindicais continuam pressionando.

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