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Tragédia no Corumbá IV

PM assassinado foi sepultado no Gama

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Autor/Imagem:
Maria Amália Alcoforado - Foto Divulgação/PMDF

Um fim de semana de lazer transformou-se em tragédia no Lago Corumbá IV, em Santo Antônio do Descoberto (GO), com o assassinato do sargento Cícero Romerio Ribeiro Honório, da Polícia Militar do Distrito Federal. O crime ocorreu na noite de sábado (15) e chocou a corporação onde a vítima atuava. Lotado no 26º Batalhão da Polícia Militar, na Asa Norte, o policial deixa um histórico de serviço dedicado à segurança da capital federal.

O corpo do sargento foi sepultado sob forte comoção na tarde desta segunda-feira (17), a partir das 14h30, no Cemitério do Gama. Em nota oficial, a Polícia Militar do Distrito Federal lamentou profundamente a perda do militar. Enquanto familiares, amigos e companheiros de farda prestavam as últimas homenagens no Distrito Federal, as autoridades goianas avançavam na apuração das circunstâncias reais que motivaram o homicídio.

O principal suspeito do crime foi localizado e detido pela polícia em Anápolis (GO) após tentar fugir da região. Na manhã de domingo (16), o homem passou por audiência de custódia, momento em que o Poder Judiciário converteu sua prisão em flagrante em preventiva, garantindo que ele permaneça atrás das grades. Durante a operação de captura, os policiais apreenderam o veículo utilizado na fuga e a arma usada no homicídio, além de outras duas armas e munições de diversos calibres.

Em depoimento inicial à Polícia Militar de Goiás, o suspeito alegou que o crime teria sido motivado por uma discussão. De acordo com a versão apresentada por ele, o sargento estaria discutindo com a própria esposa no momento em que houve a intervenção. O homem afirmou ainda que ambos estavam armados e que o policial teria efetuado um disparo contra o chão, atingindo a perna do suspeito, que alegou ter revidado para se defender.

Apesar das justificativas apresentadas pelo autor, a Polícia Civil de Goiás segue investigando o caso para confrontar as versões e esclarecer a dinâmica dos fatos. Além do homicídio qualificado, o homem foi autuado em flagrante pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo e embriaguez ao volante. A investigação buscará determinar se o relato do atirador condiz com as provas periciais e com os depoimentos de quem presenciou a cena.

Por fim, a defesa do acusado manifestou-se publicamente informando que aguarda o acesso irrestrito à íntegra do inquérito policial. Os advogados ressaltaram que precisam analisar os depoimentos das testemunhas que estavam presentes no local antes de apresentar qualquer esclarecimento formal. A banca pontuou que, somente após a análise minuciosa dos autos, trará os elementos necessários para garantir a correta compreensão jurídica dos fatos.

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