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Chegou a hora

PMDB pode fcar com Celina e manter a metade do bolo

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João Zisman - Foto de Arquivo

O primeiro dia de agosto reúne um conjunto de fatos que, embora distribuídos por áreas distintas, convergem para uma mesma questão: o funcionamento das políticas públicas quando deixam o campo das intenções e passam a exigir execução.

A convenção do MDB encerra uma etapa importante da reorganização eleitoral, mas divide espaço com o início de duas campanhas permanentes de saúde e proteção social, a continuidade das ações voltadas à população em situação de rua e uma agenda de eventos que transforma o turismo e a economia em protagonistas do fim de semana.

O noticiário mostra um Distrito Federal em que decisões políticas continuam sendo tomadas, mas onde a atenção da população tende a permanecer voltada para temas muito mais próximos do cotidiano. Aleitamento materno, proteção às mulheres, segurança dos profissionais de saúde, grandes eventos, mobilidade e geração de renda produzem efeitos mais imediatos do que o próprio calendário eleitoral.

Voltando à convenção emedebista, trata-se do  último grande movimento político antes do encerramento do calendário das convenções partidárias.

A expectativa concentra-se na definição oficial da posição do partido na sucessão do Governo do Distrito Federal e, principalmente, no futuro político de Ibaneis Rocha. Depois das alterações promovidas na composição da chapa governista, a legenda chega ao encontro precisando reorganizar seu espaço político e administrar expectativas de dirigentes, parlamentares e candidatos proporcionais.

Embora a tendência seja de manutenção do apoio à candidatura de Celina Leão, a convenção possui importância que vai além da formalização jurídica. Ela permitirá medir o grau de unidade interna do MDB, identificar eventuais resistências e observar como a legenda pretende ocupar o debate eleitoral após oito anos no comando do Governo do Distrito Federal.

O comportamento do partido interessa também porque parte significativa da estrutura política construída durante os dois mandatos de Ibaneis continua presente na administração pública e na representação parlamentar. A forma como esse grupo ingressará na campanha poderá influenciar diretamente o nível de mobilização da base governista.

Já o PSTU também realiza convenção neste sábado para homologar candidatura própria ao Governo do Distrito Federal. A legenda deverá confirmar Robson Raimundo para o Palácio do Buriti, tendo Antônio Guillen como candidato a vice e Eduardo Zanata ao Senado.

Embora possua menor estrutura eleitoral, a candidatura amplia a pluralidade do debate político e garante presença de um discurso situado fora das principais alianças formadas até o momento.

Os partidos têm até 5 de agosto para concluir suas convenções. A partir daí, o calendário eleitoral desloca a atenção para o registro das candidaturas, organização das campanhas e definição das estratégias de comunicação. Mais importante do que as homologações em si passa a ser a capacidade de cada grupo de transformar acordos partidários em estrutura efetiva de campanha.

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