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Corrida ao Buriti

PO acelera carruagem e deixa pedras no caminho de Ibaneis

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Foto/Imagem:
Pretta Abreu - Foto Reprodução

O candidato o PSD ao Palácio do Buriti, Paulo Octávio, e seu vice Felipe Belmonte (PSC), ganharam sangue e ânimo novos nesta reta final da campanha pelo governo do Distrito Federal. A notícia de que haverá segundo turno em Brasília, como demonstram diferentes pesquisas, fez o empresário e o advogado se encherem de mais energia e irem à luta. No comitê eleitoral do DF Para Todos só há uma dúvida: quem irá desbancar Ibaneis Rocha (MDB) que tenta a reeleição?

A aposta nesse ambiente, claro, é em PO e Belmonte. Mas, como todo segundo turno sempre representa uma nova eleição, nada de farpas em direção a Leandro Grass, da Federação PT-PV-PCdoB, que divide as chances de estar na próxima etapa do processo eleitoral. Mesmo porque, admitem coordenadores da campanha do candidato o PSD, o nome a ser batido é o do atual governador. Depois, quem sabe, haverá espaço na equipe para o bem de todos – em especial, do brasiliense.

A campanha de PO e Belmonte, nesta semana pré-urnas, terá o recorte de adultos falando para toda as idades. Isso ficou claro em entrevista de Paulo Octávio ao programa CB Poder, da TV Brasília/Correio Braziliense, quando o candidato revelou que está derrubando as tentativas de impugnação da sua candidatura. “Nosso opositor insiste em ganhar esta eleição no meio jurídico. Mas não vai conseguir. Vamos ter uma eleição correta, democrática e sem tapetão. Sempre confiei e acreditei na Justiça. Estamos tranquilos, pois todos os contratos que firmamos foram com cláusulas uniformes e em licitação pública”, enfatizou, lembrando a lisura o seu trabalho de obras para o governo.

Essa mesma linha pauta a conduta de Belmonte. Para o advogado, Brasília, com a vitória de Paulo Octávio e dele, será governada com seriedade. “Acabou a fase de sair para o almoço, beber e dormir a tarde inteira”, diz Belmonte, numa alusão a Ibaneis Rocha, embora não tenha citado o nome do governador. Já o cabeça e chapa pontua que decidiu concorrer ao GDF por amor à capital.

“Entrei para a política, com a eleição de Joaquim Roriz e da minha sogra, Márcia Kubitschek, em 1990. E fizemos um governo extraordinário, criando cidades como Samambaia, Recanto das Emas, Riacho Fundo e Paranoá. A grande transformação de Brasília nasceu ali, inclusive com a construção do Metrô. Agora, estava analisando se voltava à vida pública, e comecei a ver as principais questões de Brasília – gente passando fome, desempregada, invasão para todos os lados, filas… E pensei: não posso faltar com meu compromisso com a cidade que amo”, completou. “Não estou nesta campanha por honra, vaidade ou poder. Estou nela por vontade de fazer e realizar um governo mais humano. As pessoas estão abandonadas”, definiu Paulo Octávio.

Na entrevista, PO revelou ainda que convidou o senador José Antônio Reguffe (sem partido-DF) para ser secretário de Saúde. “Eu e ele conversamos longamente e confesso que ele balançou. Vamos precisar de pessoas comprometidas com a cidade, independente de partidos políticos. Quero os melhores secretários para fazer uma administração inovadora, o que eu sei fazer. Dá para gerir bem Brasília, com coração, alma, sangue e trabalho”, relatou. “Tenho estudado muito a saúde. As pessoas não são atendidas nas UBSs e acabam nos hospitais, que estão lotados. Falta gestão na saúde. Por isso, a minha ideia é fazer policlínicas para atendimentos específicos e evitar o excesso de demanda nos hospitais”, disse.

Ainda sobre o tema, PO foi incisivo ao abordar o problema das filas. “Tem gente na fila de cirurgias há oito anos. Há dois meses falo que vou fazer um mutirão de cirurgias. Achei interessante que o governo atual mandou agora um edital para um mutirão de cirurgias. Agora? Não se faz isso há 12 anos. Não se usa a tecnologia a favor do cidadão. Se houver fila, vou estar no balcão. Não é possível que Brasília seja a cidade das filas – no Cras, nos hospitais, atrás de postos de trabalho e em todos os lugares”, disparou.

PO também falou da meta de gerar 100 mil empregos em quatro anos. “Destes, 10 mil serão do GDF, pelas necessidades que temos nas áreas de saúde, que está sucateada, e segurança. Outros 90 mil virão da iniciativa privada. O que está faltando é sinergia entre governo, empresas e entidades. Precisamos de parceria e de mais escolas profissionalizantes, para preparar as pessoas”, avaliou. “Aqui é uma cidade enorme, com um potencial nunca explorado. Quero ser um governador que converse e atraia empresas e negócios para Brasília, para que seja a capital econômica do Centro-Oeste. Quero criar os pró-DFs nas cidades onde não existem”, ressaltou.

Na questão do transporte público, PO falou do VLT, ligando o Recanto das Emas a Ceilândia e da ampliação do Metrô à expansão de Samambaia. “Quanto a levá-lo à Asa Norte, temos de fazer o projeto. E se conseguir financiamento, vamos buscar saídas para chegar também até Planaltina, que sofre muito. Mas podemos fazer um caminho pelo Paranoá, integrando com o Lago Norte para chegar ao centro”, contou. E falou do seu plano de tarifa zero no transporte.

“O transporte público tem de ser incentivado. Em quatro anos, quero implantar a tarifa zero, mas com o passar do tempo. Hoje, o governo já investe R$ 1 bilhão para subsidiar as empresas de ônibus. Com um pouco mais de recursos, que podem vir pela loteria, podemos zerar a tarifa. Quero escolher, já nos primeiros dias, cidades para implantar a tarifa zero, usando a TCB. Não dá para ver pessoas horas e horas de pé nos ônibus. Isso não pode acontecer”, concluiu.

O que se observa, pelo andar da carruagem, é que o segundo turno será um caminho de pedras para Ibaneis Rocha. Resta saber se quem estará segurando as rédeas do coche adversário será Paulo Octávio ou Leandro Grass.

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