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Polícia prende quadrilha especializada em furto de canetas emagrecedoras

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Autor/Imagem:
Maria Amália Alcoforado - Foto Divulgação

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu nesta semana sete suspeitos de integrar um grupo especializado em furtos a farmácias. Segundo a corporação, os criminosos causaram prejuízo estimado em cerca de R$ 2,5 milhões. Os investigados têm entre 25 e 31 anos e a maioria já possui antecedentes por crimes patrimoniais. A prisão, de caráter preventivo, não tem prazo definido.

O grupo mirava medicamentos de alto valor, com foco principal em canetas emagrecedoras. Outros alvos frequentes eram dermocosméticos importados e produtos armazenados em geladeiras no estoque das farmácias. De acordo com o delegado Paulo Renato Fayão, os suspeitos planejavam os crimes com antecedência. Eles visitavam os estabelecimentos antes das ações para mapear a localização dos refrigeradores e dos itens mais caros. No dia do crime, iam direto ao que interessava.

Imagens de câmeras de segurança registradas em Sobradinho mostram a rapidez da ação. Um dos suspeitos entra na farmácia, abre a geladeira e retira os produtos em poucos segundos, colocando-os em um saco. Enquanto isso, comparsas recolhem outras mercadorias espalhadas pelo chão. Em cerca de três minutos, o grupo arromba a porta de metal e foge. Só nesse caso o prejuízo foi de R$ 200 mil.

Farmacêuticos de outras regiões também foram vítimas. Em Ceilândia, o empresário Adriano Costa perdeu cerca de R$ 20mil em medicamentos após a invasão“Eles vão diretamente na geladeira buscar  osmedicamentos mais caros. Hoje, são as canetas emagrecedoras, que têm alto valor no mercado”, relatou. Em Arniqueira,um homem levou medicamentos injetáveis e antibióticos causando dano de R$ 70 mil. Já no Noroeste, criminosos esvaziaram geladeiras em segundos e o prejuízo chegou a R$ 85 mil.

Para o empresário, os sistemas de vigilância não intimidam mais os criminosos. “Aqui não se importaram com as câmeras. Na verdade, eles confiam na impunidade”, afirmou Adriano Costa. A polícia confirmou que os suspeitos agiam sem preocupação com câmeras de segurança, reforçando a avaliação de que o grupo se sentia protegido pela sensação de impunidade.

Além do prejuízo financeiro, a Polícia Civil alerta para risco à saúde pública. Segundo as investigações, os medicamentos furtados eram revendidos em grupos de aplicativos de mensagens. “Esses produtos precisam ser armazenados em temperatura adequada. Após o furto, não há qualquer controle sobre a conservação, o que pode comprometer a qualidade e a segurança para quem compra”, alertou o delegado Paulo Renato Fayão. As investigações seguem para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

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