Planaltina
Policial é encontrada morta sem sinais de violência
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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) vive um momento de consternação após a morte da agente Fernanda Duarte França de Castro Costa, de 41 anos. O corpo da servidora foi localizado na madrugada desta terça-feira (24), em uma paragem de autocarro na região de Mestre D’Armas, em Planaltina. Até ao momento, as autoridades confirmaram que o cadáver não apresentava sinais aparentes de violência, deixando a causa do óbito sob investigação.
Na tarde do mesmo dia, a operação policial resultou na detenção de dois homens suspeitos de furtarem pertences da vítima. Com os indivíduos, os agentes recuperaram o telemóvel de Fernanda e identificaram o furto da bateria do seu veículo. A 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) agora trabalha para apurar se os itens foram subtraídos antes ou após o falecimento da agente, bem como se outros objetos foram levados.
O carro de Fernanda foi encontrado estacionado a algumas ruas de distância de onde o corpo foi achado. Segundo o delegado Richard Moreira, a investigação foca-se agora em reconstruir a rotina da policial nos dias que antecederam o ocorrido. Embora residisse no Plano Piloto, a agente tinha ligações com a região de Planaltina, onde possuía uma amiga próxima, o que justifica a sua presença na localidade.
Relatos de testemunhas locais trouxeram detalhes sobre os últimos momentos de Fernanda. Dois moradores afirmaram que, na noite anterior, a mulher teria batido à porta de uma residência para pedir água e utilizar a casa de banho. Um dos residentes mencionou que ela apresentava um forte odor a álcool antes de entrar no carro e partir. Mais tarde, este mesmo morador reconheceu a vítima ao passar pelo local onde o corpo foi isolado.
A PCDF já está a analisar imagens de câmaras de segurança da vizinhança para mapear o trajeto feito pela servidora a pé entre as ruas. Contudo, os investigadores ainda não localizaram o momento exato em que ela teria parado na residência mencionada pelas testemunhas. O cruzamento destes dados visuais com os depoimentos é considerado fundamental para esclarecer a cronologia dos factos e a dinâmica do possível furto.
Fernanda Duarte era lotada na Delegacia de Combate à Ocupação Irregular do Solo (Dema) e tinha ingressado recentemente na corporação. A sua morte causou forte impacto entre os colegas, sendo descrita como uma servidora dedicada e comprometida com a proteção da sociedade. A agente deixa dois filhos menores de idade, o que aumentou a comoção em torno do caso dentro da família policial.
O Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF) emitiu uma nota oficial manifestando profunda tristeza e consternação. A entidade afirmou estar a acompanhar atentamente as investigações conduzidas pela 16ª DP e depositou confiança no trabalho do Instituto de Medicina Legal (IML) para a elucidação da causa da morte. O sindicato reforçou o luto e prestou solidariedade aos familiares e amigos próximos.
O corpo permanece sob perícia no IML para exames toxicológicos e necropsiais que possam determinar o que levou ao óbito da policial. Enquanto os laudos médicos não são concluídos, a polícia mantém todas as linhas de investigação abertas, tratando o furto dos bens como um crime paralelo ou oportunista ocorrido em meio à tragédia que vitimou a servidora.