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Muita boca e pouca comida

População mundial bate em 8 bi e o medo da fome se espalha

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Foto/Imagem:
Ilya Tsukanov/Via Sputniknews - Foto Reprodução

Enquanto o Brasil estará comemorando na terça, 15, a Proclamação da República, países ao redor do mundo terão uma nova preocupação em mente: a fome crescente, com a população mundial atingindo, nesse mesmo dia, a marca de 8 bilhões de pessoas. Neste domingo, 13, com o início da contagem regressiva, as estatísticas indicam a existência de 7.999.999.999 de pessoas.

Os dados são formulados por organizações oficiais internacionais como a ONU, a OMS e a OCDE. No meio da semana éramos 7.999.507.000 pessoas, dos quais 115 milhões nascidos este ano, e 280 mil apenas nas últimas 24 horas. Até o início de novembro, mais de 58 milhões de pessoas faleceram este ano, mais de 140 mil no sábado (12), com um aumento líquido anual da população aproximando-se de 58 milhões.

A data do número mágico de 8 bilhões para o dia 15 é da Organização das Nações Unidas. Um relatório do organismo sugere que a população mundial chegue a 8,5 bilhões em 2030 e 9,7 em 2050, com um pico de 10,4 bilhões na década de 2080. A partir daí, prevê-se, começa o declínio.

As projeções de crescimento diferem radicalmente dependendo do país, com a ONU calculando que, globalmente, o aumento da população diminuiu para seus níveis mais baixos desde 1950 e o início da Revolução Verde na agricultura. Além disso, dois terços do mundo já vivem em um país onde a taxa de fecundidade por mulher é inferior a 2,1 nascimentos – o equivalente a um crescimento líquido zero.

A ONU projeta que apenas oito países (República Democrática do Congo, Egito, Etiópia, Índia, Nigéria, Paquistão, Filipinas e Tanzânia) serão responsáveis ​​por mais de 50% do crescimento da população global até 2050, com a Índia esperando ultrapassar a China como a nação mais populosa do mundo até 2030.

Os neomalthusianos (grupo que tem como ponto elementar a preocupação com o crescimento populacional exacerbado, argumentando que isso gera a ampliação da pobreza) e dirigentes do Fórum Econômico Mundial, passaram décadas alertando que o crescimento da população global é ambientalmente insustentável e que medidas drásticas devem ser tomadas para reduzir o crescimento populacional, sob o risco de a fome se alastrar ainda mais pelo planeta.

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