Poema do(s) dia(s) seguinte(s)
Por mim, por você, por todas elas!
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Há mulheres que são criadas por homens
E homens que são criados por mulheres
Há mulheres que se parecem com homens
E homens que se parecem com mulheres
Longe do certo ou errado
Pra mim, 1 + 1 nunca foi 2
Agora se pra você,
essa equação não fecha …
A verdade é que:
Este não é mais um poema-manifesto
(embora ele se manifeste)
Apenas um protesto (ou proteste!)
Pelas leis da ancestralidade
(esta boa ou não)
Declaro que:
Se eu me caso ou não
É porque outras não tiveram essa possibilidade
Se moro só ou não
É porque outras abriram esse espaço
Se cozinho ou não
É porque outros (emocionados ou …)
Me deram essa oportunidade
(E olha que a lista é grande!)
A verdade é que:
Pelas leis da ancestralidade
Hoje PODEMOS muito mais
(e ainda queremos mais!)
Afinal, respeito, dignidade e liberdade
Ecoam aqui como resquícios da
(R)evolução não-declarada
(não a Francesa, é claro)
Mas para que possamos também
dormir em berço esplêndido
A pátria-mãe invoca conquistas importantes:
O direito ao voto, mulheres no futebol,
o divórcio, mulheres que viajam sozinhas
(e muito mais!)
A cada dia seguinte
É tempo de …
Por mim, por você, por TODAS ELAS!