Curta nossa página


Meu quarto

Porto da Esperança

Publicado

Autor/Imagem:
Luzia Couto - Foto Francisco Filipino

Hoje ancorei no silêncio do meu quarto, enquanto meu coração navegava nas marés da saudade, que insistia em soprar ventos fortes sobre minha alma cansada. Eram ondas repetidas, batendo contra o cais interno, como se pedissem socorro sem que houvesse quem as escutasse. Em meio ao desespero, busquei uma lembrança, algo que trouxesse você de volta, e viajei pelo tempo até reencontrar sua presença.

Ali estava você, sentado como um menino perdido, olhar distante, mergulhado em memórias que lhe traziam dor e amargura. Eu pouco podia fazer, mas ser sua amiga era possível — e foi assim que nos tornamos companheiros de alma, cúmplices de confidências, entregues um ao outro sem reservas.

Com o passar dos dias, meu coração se rebelou contra minha razão: nasceu um sentimento inesperado, profundo, que floresceu como uma chama resistente ao vento. É um amor que atravessa distâncias, que sobrevive ao tempo, que se recusa a se apagar.

Imagino nossas vidas como dois navegantes jovens, descobrindo juntos um oceano de ternura. Não haveria passado a nos ferir, nem porto de solidão a nos aprisionar. Haveria apenas o horizonte aberto, onde nossas almas se encontrariam livres, e o amor seria o farol que guiaria cada jornada.

Publicidade
Publicidade

Copyright ® 1999-2026 Notibras. Nosso conteúdo jornalístico é complementado pelos serviços da Agência Brasil, Agência Brasília, Agência Distrital, Agência UnB, assessorias de imprensa e colaboradores independentes.