Curta nossa página


Ocupação e uso do solo

Prefeitos comunitários tentam livrar Brasília da desordem urbanística

Publicado

Autor/Imagem:
Carolina Paiva, Edição - Foto de Arquivo

Prefeitos comunitários das quadras do Plano Piloto ingressaram na 4ª Promotoria da PROURB, com pedido de suspensão da audiência que será realizada pela Secretaria de Urbanismo e Habitação no sábado, 19, em uma unidade do Complexo da Polícia Civil. O evento é para tentar aprovar mudanças no projeto urbanístico de Brasília, alterando, supostamente com açodamento, o PPCUB – Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília.

A audiência precisa ser suspensa, afirma Patrícia Carvalho, presidente do Conselho Comunitário da Asa Sul, por conter “várias inconsistências” na proposta elaborada pelo Governo do Distrito Federal.  O texto avalizado pelo Palácio do Buriti não apresenta sequer o princípio básico de linguagem acessível à população, diz ela.

O pedido de suspensão da audiência pública é endossado por oito entidades representativas do Distrito Federal, além de arquitetos e urbanistas como Tânia Batella, Frederico Flósculo, Angelina Nardelli e Vera Ramos. No documento original, ainda de acordo com Patrícia Carvalho, fala-se em mudar a ocupação e uso do solo sem apresentar quadro comparativo entre o uso permitido e os propostos, impedindo ao cidadão comum entender o que estão planejando.

Existem questões, pontua a presidente do Conselho Comunitário da Asa Sul, que precisam ser esclarecidas: onde, por que e quando, e com base em que legislação, as propostas governamentais encontram sustentação. Não bastasse isso, as propostas de mudanças defendidas pela Secretaria de Habitação estão em desacordo com a Lei Orgânica do Distrito Federal, incluindo alterações de uso e normas urbanísticas com sérios desdobramentos e sem conteúdo.

Publicidade
Publicidade

Copyright ® 1999-2024 Notibras. Nosso conteúdo jornalístico é complementado pelos serviços da Agência Brasil, Agência Brasília, Agência Distrital, Agência UnB, assessorias de imprensa e colaboradores independentes.