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Planaltina

PRF apreende ossada e cinzas humanas escondidas em mala

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Autor/Imagem:
Maria Amália Alcoforado - Foto Divulgação/PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Distrito Federal interceptou, na tarde desta sexta-feira (12), o transporte completamente irregular de restos mortais humanos na rodovia BR-020, em Planaltina. Durante uma fiscalização de rotina, os agentes federais inspecionaram o compartimento de bagagens de um ônibus de turismo e localizaram uma mala trancada com cadeado, que apresentava condições precárias e não possuía qualquer tipo de etiqueta de identificação.

Ao abrirem a bagagem devido à situação suspeita, os policiais rodoviários federais constataram um cenário bizarro: ao lado de ferramentas comuns de construção civil, estavam escondidas uma caixa plástica com diversos ossos humanos e uma segunda embalagem contendo cinzas, esta última acompanhada apenas por uma etiqueta com o nome de uma mulher. Todo o material biológico estava sendo transportado sem as devidas condições de dignidade e sem nenhum documento legal.

A viagem havia começado em São Paulo (SP) e o ônibus tinha como destino final o estado do Piauí, na cidade de Guaribas. No entanto, de acordo com as investigações preliminares da PRF, a mala contendo a ossada e as cinzas foi embarcada especificamente na capital paulista e seria desembarcada no município de Campo Alegre de Lourdes, localizado no interior da Bahia, que ficava no meio da rota do veículo.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina regras rígidas para esse tipo de traslado no território nacional, exigindo obrigatoriamente a apresentação da certidão de óbito do falecido, guias de autorização sanitária e o acondicionamento em urnas apropriadas para evitar contaminações. Como o responsável pela mala descumpriu todas as exigências legais vigentes e não apresentou nenhuma comprovação de origem, os restos mortais acabaram retidos pelas autoridades.

Por não haver nenhum passageiro identificado como proprietário daquela bagagem específica no momento da vistoria, os policiais decidiram deter preventivamente o motorista do ônibus de turismo. Ele foi conduzido juntamente com o material apreendido para prestar depoimento e esclarecer os detalhes sobre quem realizou o despacho da mercadoria na rodoviária paulista.

O caso chocante foi registrado e encaminhado diretamente para a 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina), que assumiu a responsabilidade pelas investigações. A Polícia Civil agora trabalha para descobrir a real identidade das vítimas envolvidas, localizar quem enviou a encomenda clandestina em São Paulo e identificar quem aguardava o recebimento dos ossos e das cinzas em solo baiano.

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