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Ceilândia

Projeto Mulheres Seguras abre inscrições gratuitas

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Foto/Imagem:
Malu Oliveira, Edição/Via La Pauta Comunicação - Foto Divulgação

Estão abertas inscrições para as Oficinas de Dança oferecidas gratuitamente pelo Projeto Mulheres Seguras, no Instituto Candango de Artes (ICA), localizado na QNO 11, Conjunto O, Lote 40, (Via O3 – Oeste), no Setor O. Para participar, basta inscrever-se, via formulário disponibilizado pela organização, a partir do dia 1, segunda-feira.

Os encontros já vêm acontecendo desde junho e vão até o mês de novembro. Para melhor atender à comunidade, foram divididos em dois horários semanais: segundas e quartas, de 17h às 18h, e sextas, de 20h às 21h30.

O público-alvo são mulheres (a partir de 15 anos de idade) que são ou foram vítimas de violência, sofrem com ansiedade, com depressão, ou ainda, que passaram por tratamento de câncer. Mesmo aquelas que não atendem a esse perfil também são bem-vindas, já que podem contribuir como agentes de transformação para as demais.

A idealizadora
A ideia foi concebida e concretizada por Shaiene Santana, bailarina, professora e coreógrafa na área clássica e contemporânea. Com vasta experiência na área, realizou diversos espetáculos e participou de vários cursos de capacitação para bailarinos e professores com nomes da dança nacional e internacional.

Diretora do Instituto Candango de Artes, ela comenta sobre o nascimento da ideia: “o Mulheres Seguras foi desenvolvido a partir da minha história, a partir de várias situações que tive de enfrentar e superar. Vejo mulheres que, como eu, assumiram muitos papéis, mas não conseguem viver o papel que elas mesmo escolheram. Vivemos opressão de todos os lados e somos exigidas de todas as maneiras, somos pai, mãe, empresárias, somos tudo, mas não temos tempo para dar atenção a nós mesmas. Então, a motivação para criar essa formação e esse espaço seguro nasceram daí”.

O projeto
Trata-se de uma proposta focada em mulheres que buscam autoconhecimento, ampliação da consciência corporal e da visão transformadora, por meio da dança. Isso se dá pela pesquisa do movimento para todos os corpos, abrindo caminhos para o aumento da autoestima, entre outros objetivos. Assim, pelo estudo coletivo, pelas rodas de conversa, pela abordagem de experiências vividas e por uma mentoria especializada, as participantes podem avançar na superação de suas questões pessoais.

Além do foco na prática da dança, o Mulheres Seguras atua com um acompanhamento completo de suas integrantes. “Elas contam com, por exemplo, infraestrutura e profissionais preparados para colocar em prática pesquisas e práticas a respeito de desenvolvimento pessoal, crenças limitantes, perfil comportamental, propósitos de vida, isto é, noções de cada tema para compreender quem somos como um todo. Além disso, há aulas de alongamento, de dança contemporânea, de balé clássico para adultas iniciantes, ou seja, toda uma estrutura técnica para preparar esse corpo e essa mente”, explica Shaiene.

Entre as contempladas por esse incrível amparo, está Samara Ramos, que já é participante da iniciativa e relata o que isso representa para ela: “participar do projeto tem sido extraordinário em minha vida. É um momento em que me conecto com meu corpo e com outras mulheres. A gente se diverte, chora e se acolhe. Quando compartilho tudo isso com outras, sinto que não estou só. Então, o Mulheres Seguras extrapola o trabalho relacionado à dança. Lá aprendemos não só ter consciência corporal, mas também amar nosso corpo, com todas as “imperfeições”. Aprendemos que não estamos só e que juntas somos mais fortes. Temos contato com muitos conteúdos que ajudam a curar nossos traumas e dores”.

O instituto
O ICA nasceu do Projeto Social Arte Pela Vida, cujo propósito era trabalhar e amparar crianças em situação de vulnerabilidade e sob custódia. Em 2012, tanto o projeto como o seu espaço, considerado um centro cultural, passaram a ser à categoria de instituto, que atende a população do Distrito Federal, mantendo suas ações sociais em andamento.

A instituição hoje possui nomeações e certificações pelo seu serviço de excelência e é reconhecido pelo Conseil International de la Danse (CID), uma organização oficial da UNESCO que representa a dança mundialmente.

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