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Psicólogos fazem ato contra a internação sumária de pacientes

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O Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal promoveu neste domingo 18 um ato contra a internação manicomial no Brasil. O Movimento Pró-Saúde Mental luta pelo uso de outras formas de tratamento em substituição aos serviços normalmente adotados em hospitais e clínicas psiquiátricas.

“São os centros de Atenção Psicossocial [Caps], centros de convivência e cultura em saúde mental, ambulatórios de rua, residências terapêuticas, unidades de acolhimento, uma rede inteira de serviços, porque entendemos que um só serviço não é suficiente para atender toda uma dimensão humana”, explicou Thiago Petra, psicólogo e um dos coordenadores do movimento.

A ação faz parte da Semana Nacional da Luta Antimanicomial e, além de apresentações culturais, contou com atividades dirigidas aos usuários da rede de saúde, como sarau de poesia, terapia comunitária e reiki, método natural de cura por meio das mãos. Além dos Caps, também participaram das ações a Defensoria Pública e clínicas do Distrito Federal.

Para Petra, pior que a arquitetura manicomial em si são as práticas adotadas. “Lugares que são até bonitos, têm uma boa equipe, mas supermedicalizam as pessoas, não têm oficinais criativas, o sujeito não tem voz, são práticas que centralizam todo o poder só no psiquiatra etc”, disse o psicólogo, explicando que a Lei 10.216/01 prevê o tratamento em serviços comunitários perto da vizinhança e da família.

Para Elias Lima Batista, usuário dessa rede de saúde mental e integrante do movimento, a participação da família é essencial para o tratamento de pacientes com transtornos mentais.

“Se não incluir a família é como se o tratamento não existisse. Eu fui internado pela minha própria família. Quando saí do hospital, eles já estavam com um olhar diferenciado para mim. No final de tudo, tive que me virar e viver sozinho, porque ficar com um parente que não estava me aceitando não dá certo”, conta Elias.

Segundo o Ministério da Saúde, a Rede de Saúde Mental conta com 2.128 Caps em várias modalidades, que podem realizar 43,1 milhões de atendimentos por ano. A previsão de investimentos no setor para 2014 é R$ 1 bilhão.

Andreia Verdélio, ABr

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