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44 anos

PT ganha maturidade, mas ainda falta algo

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Emiliano José/Via Pátria Latina - Foto de Arquivo/Ricardo Stuckert - ABr

O PT chegou à maturidade, aos 44 anos. Sob inspiração inegavelmente democrática, da qual jamais se afastou, contribuiu decisivamente para o País.

Nascido do movimento sindical, das comunidades eclesiais de base e de militantes egressos das prisões e de organizações de resistência à ditadura convertidos à luta institucional, representou inegavelmente uma lufada de ar na vida política brasileira.

Dele, junto com ele, destinos inseparáveis, surge o maior nome da luta popular e da vida política nacional, Luiz Inácio Lula da Silva.

Não será possível retratá-lo ainda porque em plena ação. O partido e Lula conseguiram reunir um amplo arco de forças, agora, 2023, e derrotar as forças de extrema-direita.

Tem a tarefa de reconstrução do país, destroçado pela gestão anterior, cuja vocação se revelou de modo nítido com a tentativa de golpe de 8 de Janeiro, felizmente derrotado.

É partido a ser celebrado. E como partido de esquerda, dele se exige constante reflexão.

Para alcançar o governo em andamento, produzir análises capazes de, em meio a tantas dificuldades, a um dos piores Congressos de que se tem notícia em nossa história, permitirem enfrentar essa obscena desigualdade a sempre nos afrontar.

Reflexão necessária para a produção de um projeto nacional. E isso significa trocar o pneu com o carro em andamento, sei disso. Tal reflexão deve ir além.

O partido há de se perguntar como conseguir combinar a preocupação eleitoral, necessária, fundamental, com um trabalho político junto ao nosso povo. Aquele chamado no passado de conscientização.

Como voltar organicamente às bases populares, sabendo necessário atualmente contar com todos os recursos das tecnologias da informação.

Como tratar a questão do meio ambiente, como tratar a guerra do fim do mundo, em andamento. E ainda perguntar-se: e o nosso projeto estratégico?

Do meu ponto de vista, tal projeto há de pensar uma sociedade sem exploradores e explorados. Combater o neoliberalismo, implica, necessariamente, apontar, no cotidiano da política, da guerra de trincheiras em andamento, para uma sociedade capaz de superar a sociedade produtora de mercadorias.

Significa pensar a Revolução. Talvez pareça incômodo tudo isso. E é. Mas creio indispensável. Se o partido não mergulha fundo em questões centrais, corre o risco de esclerosar-se. Transformar-se num partido exclusivamente eleitoral. E isso seria muito pouco.

Já demos extraordinárias contribuições ao Brasil. Podemos dar muito mais. E ajudar também a pensar o mundo porque não somos uma ilha.

Viva o PT!

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