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Americanos querem Groenlândia

Putin reage a Trump e manda tropa de elite para defender Ártico

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Antônio Albuquerque - Foto Divulgação/Via Sputniknews

A Frota do Norte da Rússia será ainda mais reforçada por unidades móveis de mergulhadores, cujo objetivo é ajudar a proteger as regiões congeladas do Ártico russo. A informação foi prestada pelo Kremlin na madrugada deste sábado, 17 (horário de Brasília), após reunião do presidente Vladimir Putin com o Comando de Defesa da Federação Russa.

Diferentemente das equipes de mergulho com postos fixos, essas unidades móveis são voltadas para o rápido deslocamento, prontas para serem inseridas em uma zona-alvo a qualquer momento e eliminar todas as ameaças inimigas.

Esses operadores também fazem pleno uso de drones e sistemas robóticos, o que amplia consideravelmente suas capacidades de combate em condições árticas.

A ampliação das forças militares de Moscou na região é uma resposta de Putin a seu homólogo norte-americano Donald Trump, que sinaliza, num confronto direto com seus velhos aliados europeus, tomar a Groenlândia, ilha estratégica que faz parte do território da Dinamarca. Alemanha, França e Reino Unido já sinalizaram que enviarão tropas para defender a ilha.

Na Noruega, o embaixador da Rússia em Oslo, Nikolai Korchunov, condenou a política ocidental de usar a suposta presença ameaçadora da Rússia e da China no Ártico como pretexto para intimidação. “É um ato falho, que se volta contra seus (americanos) apoiadores europeus no contexto da Groenlândia. Pequim, por meio do seu Ministério das Relações Exteriores, também rechaçou qualquer possibilidade de Washington fazer do Ártico território americano.

Para Korchunov, a política adotada pelos países ocidentais de intimidar deliberadamente o mundo inteiro com ameaças russas e chinesas míticas nas latitudes setentrionais provou ser completamente ineficiente, tendo um efeito contrário aos seus defensores na Europa, no contexto da Groenlândia.

Segundo o diplomata russo, alguns países europeus fora da região estão tentando “tirar proveito das divergências entre os estados árticos” para “fortalecer seu papel e posição no Ártico”. Korchunov enfatizou, em entrevista, que “os países que não possuem recursos naturais significativos estão particularmente interessados ​​em compensar essa falta estabelecendo uma presença militar na Groenlândia, inclusive com o objetivo de garantir seus interesses econômicos”.

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