Curta nossa página


Patriotas de aluguel

Quando a extrema-direita entrega as chaves da soberania nacional

Publicado

Autor/Imagem:
@donairene13 - Foto Divulgação

O bolsonarismo passou anos alimentando uma escalada de violência política no Brasil. Houve tentativa de golpe de Estado, plano para assassinato de autoridades, ataques contra redes de energia, bomba em aeroporto, invasão e destruição de prédios públicos no 8 de janeiro. Tudo isso feito por grupos que diziam agir em nome da “liberdade” e da “defesa da pátria”. Agora, justamente essas pessoas tentam posar como defensoras da democracia e usam a palavra “terrorismo” como arma política contra os outros.

É difícil não enxergar a contradição. Foram os próprios aliados do bolsonarismo que passaram anos estimulando radicalização, espalhando mentiras e incentivando ataques às instituições. Enquanto isso, atacavam urnas eletrônicas, desacreditavam o Judiciário e flertavam abertamente com ruptura institucional. Os fatos estão aí, investigados pela Polícia Federal e debatidos pelo país inteiro. Não foi um episódio isolado. Foi um projeto político sustentado pelo caos, pelo medo e pela violência.

E agora vem o aspecto talvez mais grave: a tentativa de negociar a soberania nacional. Primeiro, pedindo que o governo de Donald Trump impusesse tarifas contra o Brasil para pressionar o governo brasileiro. Depois, defendendo interferência estrangeira na segurança pública do país. É um patriotismo muito estranho esse, que diz amar a bandeira brasileira enquanto pede punições internacionais e tutela estrangeira contra o próprio Brasil.

Publicidade
Publicidade

Copyright ® 1999-2026 Notibras. Nosso conteúdo jornalístico é complementado pelos serviços da Agência Brasil, Agência Brasília, Agência Distrital, Agência UnB, assessorias de imprensa e colaboradores independentes.