A face do desespero
Quando a fisionomia entrega o que o discurso tenta esconder
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A esposa de Eduardo Bolsonaro declarou nas redes sociais que o marido não está bem, que enfrenta forte pressão emocional. A declaração, na verdade, apenas confirma o que já é perceptível a quem acompanha seus vídeos. As expressões tensas, o semblante carregado e o tom por vezes desesperado das falas revelam alguém claramente afetado pelo momento que atravessa. Não é preciso anúncio formal quando o desgaste se torna visível a cada aparição pública.
Diante disso, talvez fosse prudente que a imprensa reduzisse a atenção dedicada a quem demonstra não estar em equilíbrio. A cobertura constante, a reprodução imediata de cada fala e a busca por novas polêmicas podem ampliar ainda mais um estado emocional já fragilizado. Nem tudo precisa virar manchete quando os sinais de exaustão são tão evidentes.
Por outro lado, também cabe responsabilidade ao próprio Eduardo. Se não está bem, deveria se poupar, falar menos e diminuir a exposição voluntária. A família, que reconhece publicamente sua condição emocional, poderia atuar de forma mais protetiva, ajudando a preservar sua imagem e sua saúde. Em certos momentos, o cuidado exige recolhimento e não mais holofotes.