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Senado

Quatro mulheres largam na frente na disputa pelas duas vagas

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Autor/Imagem:
Pimenta Filho - Foto de Arquivo

A corrida pelas duas cadeiras do Distrito Federal no Senado começa com uma característica marcante: as mulheres dominam as primeiras posições. Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21) coloca quatro candidatas à frente dos demais concorrentes, embora o elevado número de eleitores ainda indecisos indique que a disputa está longe de estar definida.

Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Michelle Bolsonaro (PL) aparece na liderança, com 19% das intenções de voto. Logo atrás está a senadora Leila do Vôlei (PDT), com 16%, seguida pela deputada federal Erika Kokay (PT), com 12%, e pela também deputada federal Bia Kicis (PL), com 11%.

Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, Michelle e Leila estão tecnicamente empatadas. Leila, por sua vez, também aparece em situação de empate técnico com Erika e Bia, o que desenha uma corrida bastante aberta pelas duas vagas que estarão em jogo em outubro.

O resultado chama atenção também pela diversidade política das quatro primeiras colocadas. Michelle e Bia representam o PL e disputam espaço no eleitorado identificado com a direita. Leila busca a reeleição pelo PDT, enquanto Erika tenta levar o PT de volta a uma cadeira do Distrito Federal no Senado.

Se a pesquisa estimulada apresenta quatro mulheres na dianteira, a consulta espontânea revela um cenário ainda mais nebuloso. Nada menos que 67% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar para senador.

Quando os pesquisadores não apresentam a relação de candidatos, Michelle aparece com 8%, Leila com 5%, enquanto Erika e Bia registram 4% cada. O enorme contingente de indecisos mostra que boa parte do eleitorado brasiliense ainda não incorporou a disputa pelo Senado ao radar eleitoral.

Isso significa que, apesar da vantagem inicial das quatro candidatas, há um vasto território eleitoral a ser conquistado durante a campanha.

A eleição deste ano tem ainda uma particularidade importante: o eleitor do Distrito Federal poderá escolher dois nomes para o Senado. Essa dinâmica abre espaço para combinações entre candidatos de campos políticos distintos e torna especialmente importante a disputa pelo chamado segundo voto.

Nesse cenário, Michelle e Bia enfrentam inclusive o desafio de dividir um eleitorado semelhante, ao mesmo tempo em que procuram transformar a força do PL no Distrito Federal em votos suficientes para conquistar as duas cadeiras.

Leila, por outro lado, entra na campanha com a vantagem de já ocupar uma cadeira no Senado e buscar a reeleição. Erika procura consolidar o eleitorado de esquerda e ampliar sua votação para além da base tradicional do PT.

A fotografia registrada pelo Datafolha, portanto, apresenta uma peculiaridade: independentemente das diferenças ideológicas, são quatro mulheres que ocupam as quatro primeiras posições.

Michelle, Leila, Erika e Bia representam campos políticos distintos — e, em alguns casos, frontalmente adversários —, mas começam oficialmente a campanha deixando os candidatos homens para trás.

O levantamento foi contratado pela Globo e pela Folha de S.Paulo. O Datafolha entrevistou 910 eleitores de 28 regiões administrativas do Distrito Federal entre os dias 18 e 21 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada sob o número DF-07561/2026.

A largada está dada. E, se os números de agosto forem um prenúncio do que virá até outubro, a batalha pelas duas cadeiras brasilienses no Senado terá quatro mulheres como protagonistas — e um gigantesco contingente de indecisos capaz de mudar completamente o roteiro da eleição.

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