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Luis Felipe, Paula, André e Damares

Quatro puxadores de votos empurram PO para o Buriti

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Foto/Imagem:
Pretta Abreu - Foto Reprodução

Quatro nomes estão empurrando a candidatura de Paulo Octávio (PSD) em direção ao Palácio do Buriti. Primeiro chegou Luís Felipe Belmonte (PSC). Os dois conversaram e o advogado virou vice na chapa encabeçada pelo empresário; na sequência, numa dobradinha que tem tudo para ser vitoriosa, a deputada federal Paula Belmonte (Cidadania) esposa de Luís Felipe, agora disputando uma cadeira de deputada distrital, e André Kubitschek, do mesmo do PSD do pai, que quer uma das oito vagas de Brasília na Câmara os Deputados; para fechar com chave de ouro a lista de puxadores de votos, a ex-ministra Damares Alves (Republicanos), como candidata ao Senado.

A ‘aliança branca’ entre Paulo Octávio e Damares Alves, que recebeu o sinal verde do presidente Jair Bolsonaro (PL), foi selada neste domingo, 18, em encontro dos dois no culto da Igreja Núcleo da Fé, no Núcleo Bandeirante. A celebração religiosa com cheiro de urna teve ainda a presença do pastor Ibi Batista, candidato a deputado federal pelo PSD. Foi o fechamento de um dia movimentado, com caminhadas pelas cidades de Samambaia e Ceilândia.

Conhecido pelos prédios comerciais e residenciais que ergue na capital da República, Paulo Octávio, ex-deputado federal, ex-senador e ex-vice-governador, tem feito costuras que ninguém imaginava. Tudo, claro, fruto da sua atuação como mestre na iniciativa privada e no tabuleiro do xadrez político. Isso é visto como uma carta na manga de alguém que, embora com 72 anos, mostra fôlego e vontade de realizar que não são vistos entre os demais concorrentes ao Governo do Distrito Federal.

Essa garra de PO para alcançar seu último objetivo político – o de governar Brasília pelos próximos quatro anos sem direito a reeleição, como ele mesmo garante – tem sido notada principalmente nos debates que o empresário participa com os demais postulantes à cadeira hoje ocupada por Ibaneis Rocha (MDB), ele mesmo sonhando com mais quatro anos no Palácio do Buriti. Enquanto gasta sola do sapato e promove muita conversa ao pé do ouvido, o candidato do PSD vai mostrando aos poucos que tem um Ás de Ouro no bolso do paletó.

Observadores do cenário político de Brasília reconhecem que Paulo Octávio vem surpreendendo com sua performance. Ele não se deixa intimidar por agressões dos adversários, enfrenta (e responde) perguntas melindrosas de jornalistas, e se mostra preparado para debater os problemas do Distrito Federal até com quem foge da discussão, como foi o caso de Ibaneis Rocha nos eventos promovidos anteriormente pela TV Brasília, Metrópoles e no sábado, 17, pelo SBT.

Nesses momentos, Paulo Octávio demonstra coragem e determinação em sua campanha para voltar, com o destemor de sempre, à vida política. PO afastou-se do comando das suas empresas para se dedicar integralmente à campanha. Os tijolos que ele colocou uns sobre os outros ao longo de uma brilhante carreira empresarial, se transformam hoje em doces frutos eleitorais. E de peito aberto, ele ncara as maratonas das ruas e dos estúdios de televisão, ao contrário de candidatos que temem confrontar jornalistas e adversários.

Com PO tem sido assim. Pergunta na lata, resposta precisa, sem rodeios. Nos debates, compareceu a todos, enquanto Ibaneis Rocha deixou de dar satisfações a ouvintes de emissoras de rádio e de televisão. Embora use a desculpa de não ir a debates que possam ser “armadilhas”, o governador mandou representantes aos encontros, que tinham regras rígidas para evitar ataques à honra. Mas a equipe do emedebista estava supostamente instruída para simular um clima de “não vou” desde o começo. Mas, estranhamente, Ibaneis não evitou o clima de torcida organizada no debate do site de Luiz Estevão, ex-senador cassado, condenado e preso por corrupção. Por sua vez, a tudo Paulo Octávio responde com educação e firmeza, mostrando que quem não deve, não teme, apesar de o ambiente ser hostil.

O certo é que, mesmo diante de climas adversos ou não, PO tem se saído bem. O principal motivo é que, ao contrário de um ou outro concorrente ao Palácio do Buriti, ele não tem medo de receber perguntas duras. Como ocorreu no debate do SBT e rádio Nova Brasil FM. Logo no primeiro bloco, a candidata Keka Bagno (PSOL) criticou o patrimônio pessoal do empresário e pediu comentários sobre os programas sociais e a fome no DF.

Com receitas claras, Paulo Octávio lembrou que conquistou o patrimônio com trabalho e disse que, em seu governo, “todos os projetos sociais serão mantidos”, prometendo ampliá-los. “Vamos abrir o restaurante comunitário para o jantar, pois temos de nos preocupar com o social. Há muita gente que fala muito e não faz nada. Como gerei 51 mil empregos na minha vida, posso dizer que faço muito pelas pessoas”, disse. E ainda receitou a solução para acabar com o desemprego: “Temos de trazer mais empresas para cá e parar com a informalidade que acaba com o Brasil”.

Ao questionar o candidato Coronel Moreno (PTB), sobre gestão pública, PO comentou na réplica suas propostas para zerar as filas. “O que fiz a minha vida toda foi gestão. Faço isso há 47 anos. A crise da saúde é injustificável. Por que tanta fila? Por falta de gestão. No meu governo não haverá filas”, completou.

Ao receber questões feitas por jornalistas, Paulo Octávio teve a chance de esclarecer que seus negócios com o GDF vão acabar quando for eleito. “Na minha época de vice-governador (2007-2010), realizamos, fizemos e construímos, o que não vemos hoje. Está faltando planejamento. Em todo período que estive na política nunca tive contratos com governos. Agora que estava fora da vida pública, firmamos alguns, mas estão em final de contratos e não serão renovados após minha eleição”, esclareceu. Ele também destacou sua vida empresarial. “Experiência é tudo e a que acumulei como empresário vai contribuir muito com essa cidade”, completou o empresário.

Nesse mesmo debate, ao comentar uma pergunta da jornalista Viviane Costa ao candidato Izalci Lucas (PSDB), sobre saúde, Paulo Octávio reforçou a necessidade de continuidade na gestão. “Quero valorizar o todos os servidores de saúde e, no meu governo, o secretário vai assumir no primeiro e ficar até o último dia. Vamos construir policlínicas, pois as filas estão insuportáveis. Também quero fazer mutirões. Não dá mais para aguardar oito anos para realizar uma cirurgia”, comentou.

O assunto foi retomado no terceiro bloco, como quando foi questionado pela senadora Leila Barros (PDT). “Vamos fazer convênios também com hospitais privados, no turno da noite. Também vamos incentivar a participação do corpo de servidores da secretaria, pagando horas extras. Faremos isso por especialidade, zerando a fila e pedindo a contribuição de todos. Com vontade e gestão é possível, pois as pessoas morrem porque não acontece a cirurgia. Chega. No meu governo, a saúde será prioridade. Tem de haver participação de todos para um governo proativo. Quero fazer um governo onde não haverá filas e, se houver, vou para o balcão de atendimento resolver o problema”, pontuou PO.

Em outro debate propositivo com Leila, sobre mobilidade urbana, Paulo Octávio apontou a rodoviária do Plano Piloto como um problema recorrente. “Aceitei o desafio e, em sete dias, no meu governo, as escadas rolantes, os elevadores e os banheiros vão funcionar. O cidadão não pode chegar na rodoviária e não ter um banco para se sentar. E quero estudar o dinheiro que o governo repassa para as empresas de transporte. Em Maricá, há ônibus de graça para áreas carentes e é possível termos transporte gratuito também em Brasília “, comentou.

Nas considerações finais, o candidato tem agradecido a Deus por disputar o governo da cidade que diz amar. “Aqui gerei muitos empregos. Tenho trabalhado incansavelmente por Brasília. Quero colocar toda a experiência que adquiri ao longo do tempo. A cidade precisa de um bom gestor, de um governador que vá nas cidades, que escolha os administradores. Quero governar os quatro anos de maneira diferente, sem reeleição porque sou contra. Quero um governo humano e dar dignidade para a população. Eu sou Paulo Octávio. Simplesmente, um candango”, concluiu Paulo Octávio.

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