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Casa e Decoração

Que tal um apê longe da praia, mas com cheiro de maresia?

Foto/Divulgação
Roberta Cardoso

Depois de passar mais de uma década morando em diferentes cidades do Brasil, um jovem casal decide voltar para São Paulo para se estabelecerem, enfim, no apartamento de 67 m², que haviam comprado no bairro de Perdizes, mas do qual pouco desfrutaram, por conta de tantas mudanças.

Para que eles pudessem, finalmente, ter uma residência fixa pelos próximos anos, o projeto de reforma seguiu a todo vapor e foi concluído em apenas 45 dias.

“O maior desafio foi o tempo, sem dúvida. Quando a pessoa mora no local, a urgência é outra. Tive que demolir parede, armários, fazer a marcenaria. Tudo isso envolve muitos fornecedores e o tempo precisa ser bem administrado”, conta a arquiteta Livia Dalmaso, responsável pela façanha.

Mas, passado o sufoco das obras, os moradores foram contemplados com uma doce surpresa: a transformação de um imóvel urbano em uma propriedade que bem poderia estar à beira da praia. Como eles sempre almejaram: da distribuição descontraída à escolha dos materiais.

Devido à planta estreita, o primeiro passo foi cuidar da varanda original. Embora tenha sido integrada à sala, o que deu maior amplitude ao espaço, os moradores pediram que ela não fosse descaracterizada. “Instalei ladrilhos hidráulicos na área externa para criar contraste com o piso laminado dos outros ambientes”, explica. Para acompanhar, uma treliça de madeira, fixada em uma das paredes, que serve de suporte de para vasos de plantas. “Fica no único lugar onde bate sol. Além disso, complementa a ideia de uma decoração mais despojada”, afirma Livia.

A escolha das cores foi estrategicamente planejada. A base neutra criada pela arquiteta permitiu que tonalidades mais fortes fossem usadas em pontos específicos, como no sofá da sala, na mesa de jantar e na porta. “Eles queriam cor, mas tinham medo de não gostar”, explica a arquiteta, que soube bem distribuir tons de amarelo e azul, principalmente, nos cantos.

A extensa parede que começa no hall, passa pela cozinha, sala de jantar e termina no living foi outra das preocupações da arquiteta. “Por ter uma área muito grande, queríamos dar uma cara para ela e optamos pelo revestimento de tijolinhos brancos”, explica. Do outro lado, na parede onde está fixada a TV, uma solução de marcenaria permitiu a criação de um nicho que esconde a fiação e que, do outro lado, serve como armários para a suíte dos moradores.

“Eles estavam muito apreensivos com receio de que a obra durasse muito. A marcenaria ajudou muito nesse sentido. Além disso, trouxe um aspecto mais rústico, acolhedor, em sintonia com o clima de praia que eles tanto gostam”, diz.

No quarto principal, um pendente próximo ao criado-mudo foi instalado para reforçar a iluminação geral. “Usamos arandelas e pendentes para não ter que rebaixar o forro. Na cabeceira da cama, por exemplo, tem luz de LED”, conta Livia. O outro dormitório acabou se transformando em um home office e ganhou um sofá-cama para receber eventuais hóspedes. “Eles têm família grande, apesar de não terem filhos e os sobrinhos estão sempre com eles”, lembra a arquiteta. Por fim, foram posicionados quadros de fotos feitas pelo casal. “Achei válido emoldurar e expor as imagens porque elas trazem esta leveza da praia, da natureza”, finaliza.

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