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Entrevista/Gustavo Bueno

‘Quem compra gato por lebre, pode ter indigestão’

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Foto/Imagem:
Pontes de Miranda Neto II - Foto/Reprodução

Eleição é coisa séria. Isso vale para Clube da Luluzinha (e do Bolinha), Cordão do Bola Preta, síndico de condomínio, governador, presidente da República e, no caso em questão, para a seccional e subseções da OAB. No quadro específico dos advogados, há duas figuras em jogo: o vendedor de gato por lebre e aquele que pensa estar comprando a lebre, mas levando o gato. O primeiro se engasga na urna; o segundo, pode ter indigestão ao apostar no nome errado.

Essas lembranças – e alertas – surgiram durante conversa, que virou rápida entrevista, com o advogado Gustavo Bueno, presidente da OAB Riacho Fundo/Recanto das Emas, e que se apresenta como pré-candidato à recondução ao cargo. Cabe aqui um registro: doutor Gustavo não disputará a reeleição, mas sim uma eventual permanência no posto. Isso porque, como a subseção é nova, ele foi nomeado para a função. E pelo trabalho que fez, acredita estar em condições de ficar por mais um mandato.

Nessa pré-campanha, Gustavo Bueno, pré-candidato, evita atacar adversários, embora ressalte que há concorrentes de de outras plagas tentando aventurar-se em sagas alheias. Ele diz, com orgulho, que a Subseção do Riacho Fundo e Recanto das Emas existe. Merece, portanto, respeito – como de resto, a própria advocacia. Gustavo critica quem mistura um projeto de trabalho, como é o caso dele, com um projeto de nome e poder, o que seria uma característica de supostos adversários.

A subseção do Riacho e Recanto existe há 7 meses. Nesse período, diz Gustavo Bueno, foi feito muita coisa. Ele cita, por exemplo, o atendimento virtual para advocacia na 27ª DP (Recanto das Emas); aumento do número de servidores e juízes para a Vara Cível e de Família, também do Recanto; e a abertura da Sala da Advocacia na 29ª DP, cuja reforma não foi concretizada em razão da eleição que se avizinha.

Mas as conquistas não param por aí. Palavras do próprio doutor Gustavo Bueno: “Conseguimos a nossa sede física, que fica ao lado do Fórum do Riacho Fundo e criamos 72 comissões que hoje abrigam 420 colegas da região, que têm trabalhado com afinco em prol do melhor para advocacia”.

Ele lamenta as críticas daqueles que são considerados oposição, pelo fato de atual diretoria daquela subseção ter sido nomeada, e não eleita.  A esse respeito, diz que falta a muita gente conhecimento mínimo do Estatuto da Advocacia. Nessa hora, cabe uma lição (porque tem quem precise aprender algo): todo primeiro presidente de qualquer subseção que seja criada é nomeado necessariamente e obrigatoriamente, até porque não é possível haver eleição em um primeiro momento, sob pena de se estar cometendo fraude eleitoral.

Gustavo Bueno vai mais além, pontuando que um advogado que deseje ser presidente de uma subseção, e que não possua experiência alguma, deve ao menos estudar o Estatuto da Advocacia e os Provimentos do Conselho Federal, além de precisar conhecer o funcionamento de uma subseção para exercer o cargo de presidente. Mais um detalhe: o cargo é dever do profissional, não um glamour.

Aliás, como bem lembra Gustavo Bueno, é preciso, acima de tudo, experiência. E currículo ele tem: começou como secretário-adjunto da Comissão de Bioética da OAB/DF; depois foi presidente da Comissão de Direito do Terceiro Setor da OAB/DF, de onde foi alçado à condição de Conselheiro Seccional e por fim, o atual cargo, de presidente da subseção do Riacho Fundo e Recanto das Emas.

O depoimento de Gustavo Bueno é franco: “Não comecei ontem; minha trajetória é de quase 10 anos. A subseção do Riacho Fundo e Recanto das Emas nasceu de uma lista de apoiadores de 151 colegas advogados, por mim encabeçada. Portanto, quando se crítica a nomeação, estende-se a crítica a 151 advogados; são colegas que merecem respeito”.

Já no finalzinho da conversa-entrevista, o presidente da subseção lembrou que ele e seu grupo colocaram em andamento um projeto coletivo de trabalho. “Temos disposição em nome do coletivo; jamais cogitamos usar o cargo por vaidade”.

Encerrando, Gustavo Bueno lembra aos desavisados que “galinha de fora não dá pitaco”, numa suposta referência a egressos de outras Administrações Regionais que desejam ‘cair de paraquedas’ no Riacho e Recanto. Ou, conforme suas próprias palavras, “é necessário saber quem é quem! Não se deve comprar gato por lebre”.

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