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Ação e reação

Quem ofende via fake merece ser ofendido na Sapucaí

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Autor/Imagem:
Misael Igreja - Foto de Arquivo

A tarefa pode não ser fácil, mas não é impossível, como não foi mostrar ao ex-presidente e seus seguidores que a maioria do eleitor brasileiro não compactua com o atraso político pretendido por ele. O Brasil de hoje não aceita mais compromissos exclusivos com banqueiros e empresários, tampouco com a elite conservadora e, por consequência, exploradora. Depois de quatro anos alijado de todo o processo evolutivo do país, o trabalhador também quer participar das decisões. É esta a proposta que interessa ao povo.

O problema é que a receita dos projetos vanguardistas não é a mesma de um pão caseiro. Muito mais do que a inelegibilidade e prisão do mito da casa de farinha, há necessidade de expurgos mais eloquentes no combate ao nazifascismo do século 21 que, conforme o ministro do Supremo Tribunal Flávio Dino, mata crianças em escolas, destrói prédios públicos e se acha autorizado a agredir pessoas, públicas ou não, apenas por questões políticas. Sei que não adianta pregar contra o ódio disseminando ódio.

No entanto, também sei que não há hipótese de pacificar o país com tantos bolsonaristas soltos e armados por aí. Daí, a razão do apoio da massa ao freio do presidente Lula à corrida armamentista criada, estimulada e financiada pelo ex-presidente banido da vida pública. Portanto, que não fiquemos somente no Jair. O Brasil é de todos, desde que esse todo deseje efetivamente se dissociar da selvageria insana gerada pelos pseudos salvadores da pátria.

Considerando que as agressões aos diferentes não devem ser avaliadas como fato isolado, que elevemos à potência máxima a tese de que toda ação gera uma reação. Embora pensem da forma exclusivamente crítica, o derrotado enredo da rebaixada Acadêmicos de Niterói foi uma resposta artística e pública a todos os impropérios dirigidos pelos insalubres bolsonaristas às minorias ou às incômodas autoridades do país. Entre fantasias e alegorias enlatadas, a Globo Lixo mostrou tudo de ponta a ponta da avenida. Portanto, nada como ofender na Marquês de Sapucaí todos os que adoram ofender via fake news ou se escondendo na escuridão da internet.

Nós e o Poder Público não podemos permitir que desordeiros ofendam pessoas nas ruas e nas redes sociais apenas por questões políticas ou visando a interesses escusos. Por isso, longe de querer fazer política, endosso e replico a decisão do STF Federal que, recentemente, divulgou a lista de sites e páginas que criminosamente espalhavam (e espalham) fake news, vírus alimentado pela direita radical e que precisa ser extinto, pois trata-se de uma ameaça à democracia e à verdadeira informação e que, por extensão, causa danos reais à sociedade. Da extensa lista extraída do processo contra as fake news, destacam-se as “organizações” Pela Ordem (YouTube), Pleno News, Jornal da Cidade Online, Pavão Misterioso, Terça Livre, Bloco Movimento Brasil, Gazeta Informante, Diário do Brasil e Expresso Diário.

Não menos nocivos são o Diário online, Br Notícias, Canal Gama, Riachuelo em Ação, Opinião Crítica, Jornal 21 Brasil, Grande Ponto, Presidente Bolsonaro, Agora Notícias Brasil, Imprensa Viva, República de Curitiba, O Alerta, 1News, Folha Política, Seu Mizuka, Portal BR7, Verdade Estampada, Critica News, Gazeta Brasil, Ibuzz online, Jacaré de Tanga, Senso Incomum, Vista Pátria, Bruno Jonssen, Dr Marcelo Frazão, Folha do Brasil, Folha Política, Questione-se, Bombeiros DF, Enzuh, Endireita Gandu, Te Atualizei, Renova Mídia, Paula Marisa, Giro de Notícias, Bernardo P küster, Denne Souza, Alexandre Garcia, Ravox Brasil, O Conservador, Revista Oeste, Jovem Pan, Pingos nos Is, Gustavo Gayer Canal…

Como abomino todas, seja ou não Lula, fecho com qualquer um que prometa trabalhar para derrotar a violência desmedida e imbecilizada dos defensores bolsonarismo.

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Misael Igreja é analista de Notibras para assuntos políticos, econômicos e sociais

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