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Nem flores, nem protocolos

Queremos o direito de viver

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Autor/Imagem:
Rafaela Fernanda Lopes - Foto Francisco Filipino

Nós não queremos homenagens vazias, nem tão pouco o reconhecimento em um único dia para, nos outros 364, sermos humilhadas, desrespeitadas, estupradas e mortas.

Também não queremos um simples “feliz Dia da Mulher”, dito de forma automática, como quem cumpre um protocolo social e segue a própria vida como se nada estivesse errado nessa sociedade machista e misógina.

Nós queremos respeito!
Queremos o direito de viver!
Queremos o direito de andar na rua sem medo!
Queremos o direito de falar sem sermos silenciadas!
Queremos o direito de existir sem sermos tratadas como propriedade, como objeto ou como alvo!

Queremos o direito sobre os nossos corpos, o direito de decidir sobre as nossas vidas, de trabalhar, amar, ocupar espaços e ser quem somos sem ter que pagar com violência por nossa autonomia.

Então, não, homens, não venham com palavras bonitas e discursos ensaiados.

Venham com atitudes, com respeito no dia a dia e com a coragem de enfrentar o machismo entre amigos, nas piadas “inofensivas” e nos comentários que nos desumanizam.

Porque homenagem de um dia não muda porcaria nenhuma. O que muda o mundo é o que acontece nos outros 364 dias.

Nós não queremos flores!
Nós queremos respeito e dignidade!
Nós queremos viver!

E isso nem deveria ser um pedido.
Deveria ser o mínimo.

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