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Racismo não é parte do futebol e agride a razão

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@donairene13 - Foto Divulgação

A partida entre Benfica e Real Madrid, nesta terça-feira (17), em Lisboa, pela UEFA Champions League, deveria ter sido lembrada apenas pelo brilho do futebol. Mas, mais uma vez, foi marcada por um episódio lamentável de racismo contra Vini Jr..

Após marcar o gol da vitória no segundo tempo, Vini se envolveu em uma discussão com os argentinos Nicolás Otamendi e Gianluca Prestianni. Pouco depois, o brasileiro correu na direção do árbitro e sinalizou que havia sido alvo de injúria racial. O juiz, então, acionou o protocolo antirracismo da Fifa, cruzando os punhos, gesto que simboliza a interrupção formal diante de denúncia de discriminação.

A acusação feita por Vini Jr. é grave: segundo ele, Prestianni o chamou de “macaco”. As imagens da transmissão mostraram o jovem meia-atacante cobrindo a boca com a camisa durante a discussão, atitude que levanta ainda mais suspeitas, já que é sabido que a leitura labial pode identificar ofensas ditas em campo.

A reação não ficou restrita ao brasileiro. Kylian Mbappé demonstrou revolta imediata e discutiu duramente com Otamendi, capitão do Benfica. A indignação era visível. Ainda assim, cerca de dez minutos depois, a partida foi retomada e, surpreendentemente, sem qualquer cartão para Prestianni naquele momento.

Talvez alguns estrangeiros, especialmente argentinos e portugueses, não compreendam a dimensão do que isso representa para os brasileiros. No Brasil, o racismo não é tratado como algo banal. É crime. Pode, inclusive, resultar em prisão. Não se trata de “provocação de jogo” ou “calor da partida”. Trata-se de dignidade humana.

O mundo precisa entender, de uma vez por todas, que racismo não é justificável sob nenhuma circunstância. Não é parte do futebol. Não é estratégia psicológica. Não é “cultura competitiva”. É violência.

Jogadores que praticam atos racistas devem ser severamente punidos e, se comprovada a conduta, banidos do esporte. Clubes que se beneficiam da omissão também precisam ser responsabilizados. Torcedores racistas devem ser identificados e impedidos de frequentar estádios. A mensagem precisa ser clara e inequívoca:

Racismo não é aceitável.

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