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Adesões à Otan

Região do Báltico pode virar estopim para guerra nuclear

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Foto/Imagem:
Sofia Chegodaeva/Via Sputniknews - Foto Divulgação

No início desta semana, a mídia sueca informou que o primeiro-ministro do país planeja solicitar a adesão da Suécia à Otan em junho; e a primeira-ministra da Finlândia, por sua vez, disse que a Finlândia decidirá sobre a adesão à Otan “dentro de semanas”. Moscou reagiu e voltou a alertar: essas adesões vão minar a estabilidade no norte da Europa. E sustntou que está na mesa um projeto que pode transformar o Báltico alvo de armas nucleares.

“Não é nenhum segredo que a Otan atua há muito tempo nos territórios desses países, eles estavam realizando exercícios militares de grande escala lá. Está claro por que a aliança precisa disso. O objetivo é continuar construindo potencial militar e expansão geográfica, e para criar outro flanco de onde ameaçar a Rússia. Mas não está claro por que nossos vizinhos finlandeses e suecos na região do Báltico se tornariam uma nova fronteira do confronto da Otan com a Rússia. As consequências negativas para a paz e a estabilidade no norte da Europa são óbvias”, disse a porta-voz do ministério, Maria Zakharova, em um comentário publicado no site do ministério.

Segundo a porta-voz, a adesão desses países à Otan não os ajudará a fortalecer sua segurança nacional. “Eles se encontrarão automaticamente na ‘linha de frente’ da OTAN. Além disso, a adesão à Otan na verdade implica que um país membro terá que renunciar a parte de sua soberania enquanto toma decisões sobre defesa e política externa. Mas isso se tornou uma tendência há muito tempo. diante da situação atual; os estados membros da UE, incluindo seus países não alinhados, gradualmente se transformaram em um instrumento obedientemente seguindo as políticas destrutivas dos Estados Unidos e da Otan”, disse Zakharova.

“A adesão à Otan não fortalecerá o prestígio internacional da Suécia e da Finlândia, países que costumavam promover muitas iniciativas construtivas e unificadoras”, acrescentou. “Assim que aderirem à aliança, Estocolmo e Helsinque não terão mais essa oportunidade”, concluiu Zakharova.

Esta declaração vem no contexto de reportagens da mídia na Suécia e na Finlândia sobre os dois países que consideram a adesão à Otan em um futuro próximo. Ambos os países permaneceram neutros por muitos anos, mas o início da operação militar especial da Rússia na Ucrânia levou Estocolmo e Helsinque a considerar mudar suas posições.

No meio desta semana, Svenska Dagbladet informou que a primeira-ministra da Suécia, Magdalena Andersson, apresentaria um pedido para que seu país se juntasse à Otan m junho. A primeira-ministra da Finlândia, Sanna Marin, por sua vez, anunciou que seu país decidirá se deve ou não solicitar a adesão à Otan “dentro de semanas”.

 

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