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João Pessoa

Réu condenado por matar namorada com tiro de espingarda

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Autor/Imagem:
Bartô Granja - Foto Divulgação

O Fórum Criminal de João Pessoa foi palco de um longo julgamento nesta quinta-feira (11), que resultou na condenação de Yuri Ramos Coutinho Nóbrega. Ele era acusado de matar a namorada, Luanna Alverga Ramalho Barbosa, com um tiro de espingarda. Após quase 10 horas de sessão, que teve início pela manhã e se estendeu até a noite, o conselho do júri popular deliberou sobre o caso ocorrido em 2017.

A sentença final foi lida pela juíza Francilucy Rejane de Sousa Mota Brandão já no final da noite. Os jurados decidiram atribuir ao réu o crime de homicídio doloso simples, com dolo eventual, modalidade em que o acusado assume o risco de produzir o resultado morte. A decisão do júri popular na Paraíba analisou diretamente a materialidade e a autoria do crime violento.

A pena inicial para o crime havia sido estipulada em oito anos de reclusão pelo tribunal. No entanto, a Justiça aplicou atenuantes estabelecidas por lei para reduzir a punição para seis anos. Entre os fatores que diminuíram o tempo de condenação estão o fato de Yuri ser menor de idade na época do crime e o detalhe de ele ter confessado o assassinato perante as autoridades.

De acordo com o texto da sentença, o condenado cumprirá a pena inicialmente em regime semiaberto. A juíza Francilucy Rejane determinou que ele deve ser encaminhado para um dos presídios da capital paraibana. Contudo, o documento também abre a possibilidade de um magistrado da Vara de Execuções Penais estabelecer outros critérios específicos para o cumprimento dessa pena.

Yuri Ramos respondia ao processo em liberdade até o momento da realização do júri popular. A denúncia que o levou a julgamento partiu da 3ª Vara Metropolitana do Tribunal do Júri. O caso remete ao dia 23 de julho de 2017, quando a jovem Luanna Alverga Ramalho Barbosa, de apenas 20 anos, perdeu a vida após ser atingida por um disparo na cabeça.

O trágico episódio aconteceu por volta das 16h, no Condomínio Arruda Câmara, localizado no bairro do Róger, em João Pessoa. O casal estava na residência do tio do réu, Ricardo Sérgio Coutinho Nóbrega, onde acontecia uma festa de aniversário. O tiro fatal partiu de uma espingarda calibre 20 que pertencia ao proprietário do imóvel e estava guardada em um dos quartos da casa.

Em seus depoimentos tanto à polícia quanto em juízo, Yuri admitiu ter efetuado o disparo contra a namorada, mas alegou que foi um acidente. Ele se apresentou à Polícia Civil no mesmo dia do crime e afirmou que acreditava que a arma estava sem munição no momento em que a manuseou. A prisão preventiva do rapaz chegou a ser mantida a pedido do Ministério Público logo após o início das investigações.

Apesar da versão de tiro acidental sustentada pela defesa do réu, os laudos periciais anexados pelo Ministério Público ao processo contradisseram essa tese. O laudo da Criminalística concluiu que, do ponto de vista pericial, o disparo não foi acidental, confirmando que o gatilho da espingarda foi efetivamente acionado. Além disso, a perícia constatou que a arma estava a uma curta distância de cerca de 50 centímetros da cabeça da vítima.

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