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Déjà Vu no Palácio Guanabara

Rio tenta descobrir se Witzel mudou ou se o eleitor esqueceu

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@donairene13 - Foto Divulgação

Depois de cinco anos de inelegibilidade, o ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, anunciou sua pré-candidatura ao governo do estado. Witzel foi afastado definitivamente do cargo em 30 de abril de 2021, após condenações por crimes de responsabilidade ligados a corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O retorno ao cenário político reacende debates sobre a crise institucional e moral que marcou sua gestão.

O Rio de Janeiro vive há décadas uma sequência de escândalos, prisões e crises envolvendo governadores, secretários e grupos políticos. A volta de Witzel ao debate eleitoral passa a sensação de que o estado tem dificuldade de romper com velhas práticas e personagens associados ao caos político. Para muitos moradores, parece que nada é tão ruim que não possa piorar ainda mais.

A entrada de Witzel na disputa tende a aumentar a turbulência política no estado, que já enfrenta disputas intensas, desgaste institucional e forte desconfiança da população em relação à classe política. Em vez de representar renovação, sua pré-candidatura traz de volta memórias de um período marcado por denúncias, instabilidade e perda de credibilidade das instituições públicas fluminenses.

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