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Brasília

Saga de uma vida bem contada em 359 páginas

Sonja Tavares

Em meio a uma crise sanitária sem precedentes e, talvez por conta dela, o jornalista e agora escritor Armando Cardoso produziu um livro que nos remete a um longínquo, às vezes abstrato, mundo de diversidades, conflitos, decepções, crescimentos físicos, espirituais e, sobretudo, de realizações. Sem nenhuma preocupação de transformar os “alfarrábios” suburbanos em obra, Armando utilizou a experiência de repórter noticiarista, redator e editor para contar, em 359 páginas, uma longa, extenuante e exitosa saga. Da periferia ao centro do poder – Uma história de vida não é um livro qualquer. Travestido de um personagem sonhador (ele mesmo), o jornalista mostra que o melhor do sonho é acordar e descobrir que é possível realizá-lo.

Para o autor, o imaginário é um combustível que nos motiva a viver de forma mais inspiradora dia após dia. Podemos encontrar obstáculos no caminho, mas o importante é seguir em frente e persistir em seus objetivos, pois a recompensa é gratificante. Só quem já lutou muito para alcançar um objetivo sabe quão indiscutível é o sentimento de realizá-lo. Boa parte da vida é composta por sonhos. Cabe a cada um de nós ligá-los à ação. Como deixa claro no texto, foi o que fez nosso carioca naturalizado candango, cuja maior realização, além da família, é a alegria de viver. Da periferia ao centro do poder, é um apanhado de histórias verdadeiras, algumas criadas ou “anedotadas”, mas todas inspiradas em fatos.

São casos e causos surreais, tristes e engraçados (?) vividos ou inspirados em familiares, amigos ou tipos do cotidiano brasileiro, notadamente aqueles surgidos no subúrbio do Rio de Janeiro ou no interior do país. Mesmo que não haja graça, as histórias contadas são para ser guardadas na estante instalada do lado esquerdo do corpo de cada leitor. Com ranço ou alguma nostalgia, o autor também fala da política e do futebol de ontem e de hoje. Escreveu, lamentou e se posicionou sem a necessidade de partidarizar ou suscitar discussões. Tudo que conta tem como mote a consciência. Segundo Cardoso, a base do texto são necessidades de foro íntimo: “satisfação do ego, realização de sonho da existência masculina (plantar uma árvore, fazer um filho e escrever um livro) e tornar-me um literato amador antes de virar estatística e ser incluído na lista de falecidos da própria narrativa”.

Na apresentação, Armando Cardoso, amigo e companheiro de Notibras, lembra sua carreira vitoriosa no jornalismo comercial (coberturas do Congresso Nacional e Presidência da República) e institucional (porta-voz de três tribunais superiores durante 16 anos) e afirma não ter preocupações mercantilistas, tampouco de distinções, honrarias ou de enobrecimento. “O verdadeiro desejo é tentar mostras alguma compreensão de nossa desnorteada, confusa e instável sociedade. Contar o que vivi, vi e ouvi com alguma pitada de humor e serenidade me faz acreditar em como foi bom envelhecer por já ter sido jovem”.

Serviço:
Da periferia ao centro do poder
Lançamento: Quinta-feira (10)
Horário: A partir das 19 horas
Onde: Bar e Restaurante Buteko
(Quadra 101, Setor Sudoeste)

Editora Penalux
Preço 50 reais

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