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A Alberto de Oliveira

Sanguínea

Publicado

Autor/Imagem:
Luiz Delfino - Foto Francisco Filipino

Longe… vasto horizonte retalhado
De serras cor de um glauco-azul, distante;
Brumas por cima, como véus flutuantes;
Perto… o fragor das músicas do prado.

O acre, o intenso bálsamo exalado
Da mata, onde andam Faunos, como dantes;
Rochedos ideais, e as espumantes
Águas do rio as cristas pendurado.

Um cheiro bom das coisas, que embriaga;
A luz que sobe, sobe, embebe, alaga
O azul enorme; a gárrula manhã,

Correndo a oiro e pérolas as nuvens…
— Ora!… Deus plagiando um quadro a Rubens?!…
Quando isto vir, o que dirá Rembrandt?!

………………..

Luiz Delfino foi um poeta e jornalista conhecido pela sua poesia satírica e crítica social, com um estilo que aliava a ironia mordaz à observação aguçada dos costumes da sua época. A sua obra reflete um olhar penetrante sobre as contradições da sociedade, as hipocrisias e os desmandos da vida pública e privada, utilizando um humor muitas vezes ácido e um vocabulário vigoroso para desmascarar as falhas humanas e institucionais. Foi uma figura proeminente na imprensa e na vida literária do seu tempo.

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