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Preço da liberdade

‘Satélites’ de Moscou se juntam à Rússia contra ataques de Kiev

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Bartô Granja, Edição - Foto Reprodução

A região de Kherson vai realizar um referendo sobre a adesão à Federação Russa, declarou o chefe do governo local, Vladimir Saldo, nesta terça-feira, 20. É o mesmo caminho tomado na véspera por Donetsk e Lugansk. A adesão ao território russo tem um objetivo: escapar dos ataques das forças da Ucrânia. Virando território russo, bombardeios de Kiev serão interpretados como ataques diretamente a Moscou.

A decisão foi anunciada depois que o Conselho Cívico de Kherson apelou ao chefe da região, pedindo a realização de um referendo o mais rápido possível.

“Consideramos que agora – mais do que nunca – é hora de tomar uma decisão crucial de realizar imediatamente um referendo para tornar a região de Kherson parte da Federação Russa. Temos certeza de que a iniciativa será totalmente apoiada pelos moradores do Kherson, e a adesão à Rússia não será apenas um triunfo da justiça histórica, mas também garantirá o território da região, abrirá novas oportunidades no caminho para o renascimento e restauração do poder de nossa terra e o retorno a uma plena uma vida pacífica”, disse Vladimir Ovcharenko, chefe do conselho.

Logo depois, o movimento social “Estamos Juntos com a Rússia” pediu ao chefe regional de Zaporozhye, Yevgeny Balitsky, que realizasse uma votação semelhante. O chefe do movimento, Vladimir Rogov, observou mais tarde que o referendo pode ocorrer nos próximos dias. “Uma votação geral pode ocorrer nos próximos dias. Queremos certeza e um futuro estável e feliz. Estamos ansiosos pelo anúncio da votação. Estamos prontos para exercer nosso direito à autodeterminação e pôr fim à questão de pertencimento territorial do território Zaporozhye”, disse.

Assim, as regiões seguiram o DPR e o LPR, onde as câmaras cívicas locais também instaram as autoridades a se unirem formalmente à Rússia. Enquanto isso, o presidente da Duma (Congresso russo) Vyacheslav Volodin, anunciou que os legisladores concederão seu apoio se as pessoas confirmarem sua disposição de se juntar à Rússia em um referendo.

O conselho de Kherson observou que o povo da região está sofrendo ataques atrozes das forças ucranianas, observando que as armas que matam civis em Kherson são entregues a Kiev por países ocidentais.

Ao mesmo tempo, o vice-chefe da administração Kherson, Kirill Stremousov, observou que os territórios libertados do regime de Kiev pela Rússia em breve se juntarão ao país. Ele também afirmou que Kherson está pronto para garantir a segurança do referendo.

“Existem literalmente vários assentamentos, mas são uma zona de amortecimento, onde os ataques dos nazistas ucranianos ainda estão sendo repelidos, embora, como dizem os militares, eles já tenham desaparecido. Quase 95% da região de Kherson está sob o controle total controle do exército russo. O referendo será realizado se os documentos forem assinados agora. E a questão da adesão à Rússia será resolvida”, afirmou.

As regiões de Kherson e Zaporozhye foram libertadas das tropas de Kiev pelas forças russas no início da operação militar na Ucrânia. Administrações locais foram formadas lá, com canais de TV e estações de rádio russos transmitindo, enquanto as pessoas conseguiram restaurar as ligações comerciais e de transporte com a Crimeia após oito anos de separação imposta por Kiev.

Nos últimos meses, os territórios enfrentaram vários ataques terroristas e bombardeios dos militares ucranianos, que atingiram instalações civis, causando baixas civis. As forças ucranianas também têm como alvo a Usina Nuclear de Zaporozhye – a maior usina nuclear da Europa – que cria riscos consideráveis ​​para a área.

Uma pesquisa, realizada no início deste mês, sugeriu que a maioria dos residentes nas regiões libertadas participaria de uma votação sobre o status de suas regiões, com muitos deles apoiando a ideia de se juntar à Rússia. Os três países-satélites têm uma população, somada, de mais de 1 milhão de habitantes.

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