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Corpo

Se uma brisa fresca acaricia meu corpo

Publicado

Autor/Imagem:
Edna Domenica - Francisco Filipino

A cabeça é uma cuíca
(Mas de um corpo que não samba).
Os pés são tambores
de batida ritmada e monótona,
tocando por dever
Quando se quebra o canto do querer.

Porém, se uma brisa fresca acaricia meu corpo…
trazendo lindas notícias do meu inconsciente,
Sou cor-de-rosa choque,
em verdes campos orvalhados,
na garupa de um raio de luar,
ao encontro da aurora…
Então o milagre se dá:
o corpo de menina adormece…
Acorda a mulher…

Vejo teu corpo lusco-fusco
(E dois corpos querem se aquecer),
Então, adeus solidão, pássaro sem asas,
flor sem pétalas, olhos sem imagens, corpo sem alma.
Na noite, o silêncio é cúmplice do mistério,
A escuridão, irmã dos instintos,
permite a visão dos corpos celestes.
Do teu corpo emanam raios do teu fluído vital.
Bebo tua luz,
sugando e emanando energia,
neste círculo envolvendo nossos corpos.
Desse encontro,
abre-se uma porta,
estira-se uma ponte,
estende-se uma estrada
fundem-se corpo e mente…
Dois corpos criam uma aura unicolor
E é permitido SER, AMAR,
SENTIR PRAZER,
VER,
PENSAR,
ANTEVER,
TRANSCENDER…

……………………..

Edna Domenica é poetisa e participa do Coral Odara no Espaço Wagner Segura, Santa Mônica, Floripa. A criação do poema “Se uma brisa fresca acaricia meu corpo” partiu de uma escolha minuciosa de alguns versos do livro de sua autoria Cora, coração (Nova Letra, 2011) em que Edna usou a palavra “corpo”. E gerou o trabalho poético número dois da trilogia Canto, Corpo e Sonho.

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