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Meu amigo Marco Antônio

Sem grupo, futuro repórter ia de voo solo

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Autor/Imagem:
Eduardo Martínez - Foto Produção de Irene Araújo

Essa história aconteceu há tantos anos, que nem me lembrava mais, até que o frio aqui em Porto Alegre me pegou de jeito e, talvez, tenha feito o meu cérebro pegar no tranco. É que sou dessas raras pessoas que não suportam nem uma brisa leve, pois o corpo já fica todo arrepiado. Tanto é que gosto de repetir sempre uma frase: “Quem gosta de frio é pinguim ou picolé!”

Pois bem, lá estava eu no terceiro semestre do curso de jornalismo, sentado bem próximo à porta da sala, quando um rapaz, que eu já conhecia de vista, se sentou e puxou conversa.

– E aí, fez o trabalho?

– Fiz.

– Quem está no seu grupo?

– Eu fiz sozinho, pois o meu grupo me expulsou.

– Quem era do seu grupo?

– A Vívian, a Tatiana, a Fabiane e a Angelina. E você fez?!

– Não. Também fui expulso do meu grupo.

– Quem era do seu grupo?

– A Cíntia.

– E quem mais?

– Só a Cíntia e eu mesmo.

– O quê? Como você conseguiu ser expulso de um grupo de apenas duas pessoas?

– Pois é…

– Coloque o seu nome aqui no meu trabalho. Melhor um grupo de dois que de um.

E foi assim que conheci o meu grande amigo Marco Antônio, o Kiko, que me fazia rir muito com as imitações do Michael Jackson cantando Billie Jean. Fizemos algumas investidas no campo jornalístico, criamos alguns fanzines e, até, um periódico chamado Catraca. Mas isso é uma outra história, que talvez eu conte um dia.

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